
O governador da Flórida autorizou os professores do Estado a portar armas para defender alunos de potenciais ataques com armas de fogo ao assinar uma lei que amplia o alcance de uma série de medidas tomadas no ano passado depois do massacre de 17 alunos na cidade de Parkland. A medida, rechaçada pelo distrito escolar ao qual pertence Parkland e que divide opiniões entre os país das vítimas deste ataque, entrará em vigor em 1º de outubro. Sem fazer alarde, o governador republicano Ron DeSantis assinou na noite de quarta-feira, 8, a lei de "segurança escolar" aprovada na semana passada pelo Legislativo estadual. O novo mecanismo permite que professores e outros funcionários das escolas do Estado portem armas dentro das instituições desde que passem por uma revisão de seus antecedentes criminais, por um exame psicológico e por um treinamento.
Andrew Pollack, cuja filha Meadow de 18 anos morreu no ataque em 18 de fevereiro de 2018, defendeu nesta quinta-feira, 9, a decisão do Estado. "Seus tuítes não farão nossos estudantes ficarem mais seguros", escreveu Pollack no Twitter ao responder o comentário da apresentadora de TV Chelsea Handler, que é contra a medida. "Suas queixas não deixarão nossos estudantes em segurança. O partido republicano da Flórida, sim, lhes dará segurança", afirmou. Mas nem todos os pais das vítimas de Parkland, ao norte de Miami, concordaram com a polêmica decisão do governador. Fred Guttenberg, pai de Jaime, que tinha 14 anos ao ser morto no ataque, disse que essa lei é "uma ideia terrível". "O autor do próximo ataque dentro de uma escola agora pode ser um professor", escreveu em sua conta no microblog. Para implementar a medida, os distritos escolares da Flórida devem aprová-la em suas jurisdições. Segundo o jornal Tampa Bay Times, vários distritos no sul do Estado já se manifestaram para informar que não aplicarão o texto.
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