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sexta-feira, 3 de maio de 2019

Prefeito de São Leopoldo manda cortar as cirurgias eletivas no Hospital Centenário

O prefeito petista de São Leopoldo, Ary Vanazzi, um trotskista da DS (Democracia Socialista), que já foi presidente estadual do PT, continua promovendo violentos cortes nos serviços de saúde da cidade, que afetam também as populações de mais 18 municípios da região. Ontem (quinta-feira, 3 de maio), a médica Alessandra Felicetti, diretora do Simers, estava colocando faixas diante do Hospital Centenário, na cidade, quando foi chamada para uma reunião não agendada com o diretor geral do Hospital Centenário. E ali ela recebeu o aviso de que o prefeito Ary Vanazzi havia determinação a adoção de mais medidas restritivas com relação à prestação de serviços do Hospital Centenário. Ele determinou que, pelos próximos 90 dias, haja um corte total das cirurgias eletivas de pacientes de São Leopoldo e das 18 cidades da região; determinou também a redução de 10 para 6 leitos na UTI de adultos; determinou a redução de 10 para 8 leitos na UTI neo natal, e redução de 23 para apenas 15 os leitos para casos clínicos.A emergência do hospital continua aberta. A intenção do prefeito petista Ary Vanazzi é promover um corte de custos e redução de oferta de serviços até que o governo do Rio Grande do Sul ceda e aceite aumentar o financiamento para o funcionamento do Hospital Centenário. Ele agora diz que a instituição irá funcionar apenas com o que tem condições de gerir. Além disso, está insuportável a situação dos médicos, que não recebem salários desde janeiro. Nesta quinta-feira, a prefeitura liberou o pagamento para eles de 1.000 reais. Ou seja, cada médico recebeu um salário mínimo. A prefeitura petista mandou cortar os salários dos médicos que ultrapassassem o teto municipal Esse teto é de pouco mais de 16 mil reais. Mas, logo depois, ordenou um corte de metade dos salários, então os médicos passaram a receber nominalmente 8 mil reais. Porém, o pagamento não é feito, tão somente ocorre a liberação de um "vale" no valor de 1.000 reais. É uma situação alucinante. Conforme a própria direção do hospital estima, o fechamento das cirurgias eletivas deverá deixa no mínimo 600 pessoas sem os atendimentos necessários pelos próximos 90 dias, sendo jogadas para a Central de Leitos do Estado, para que ela providencie vaga em algum lugar para o atendimento desses pacientes.

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