
O Ministério da Economia aprovou, nesta quinta-feira (16), programas de demissão voluntária (PDV) em sete estatais federais, com adesão esperada de 21 mil funcionários e uma economia estimada em R$ 2,3 bilhões por ano. O anúncio foi feito pela Secretaria Especial de Desestatização e Desinvestimento. Em comunicado, o secretário de Coordenação e Governança das Estatais, Fernando Soares, diz que os programas devem ser finalizados ainda neste ano: "As empresas estatais devem ter foco em eficiência, produtividade e economia de custos. Temos que primar por uma alocação eficiente do recurso. Toda a nossa ação é nesse sentido de melhorar a entrega dessas entidades para a sociedade brasileira". Esses programas são absolutamente corretos e necessários, as estatais são, verdadeiramente, grandes cabides de empregos de apaniguados políticos. Apenas uma empresa estatal deve ter PDV observador com muito cuidado, é a Embrapa. Não pode ser aceita a demissão voluntária de nenhum pesquisador, só de burocratas. A Embrapa é a única coisa que presta, responsável pela grande revolução agrícola produzida no País, que produz mais de um terço do PIB nacional, responsável pelo sucesso das contas externas e por garantir alimentação dos brasileiros e de mais de um bilhão de pessoas no planeta Terra. Até agora, Petrobras, Correios, Infraero e Embrapa já anunciaram seus PDVs. Na Infraero, o objetivo é desligar cerca de 600 funcionários. Na Petrobras, seriam 4.300, enquanto nos Correios a adesão esperada é de 7.300 empregados. Na Embrapa, a meta é o desligamento de 3.000. As outras três estatais que tiveram o programa de desligamento aprovado não foram anunciadas por "questão estratégica", segundo a secretaria. "Cabe à gestão fazer um trabalho junto aos seus empregados para que o PDV seja melhor entendido por eles. É preciso que a área de Recursos Humanos da empresa e a diretoria mostrem os benefícios da adesão ao programa", afirma Soares, no comunicado. Além dos sete PDVs já aprovados, outros quatro estariam em análise para potencial adoção neste ano, segundo o secretário.
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