A ex-prefeita socialista de Lima, Susana Villarán admitiu no domingo (11) que as empreiteiras brasileiras muito corruptas Odebrecht e OAS deram 4 milhões de dólares para a campanha contra a revogação de seu mandato, em 2013. "Sempre soube de aportes de empresas à campanha do Não à Revogação. José Miguel Castro (então gerente municipal de Villarán) e eu tomamos a decisão de procurar e aceitar os fundos de campanha", disse Villarán à rádio Exitosa. Os apoiadores da revogação do mandato de Villarán consideravam, em 2013, que a gestão da prefeita era ineficiente, e por isso foi realizado um referendo. "O que tenho certeza é que a OAS e a Odebrecht financiaram a campanha do Não à Revogação e não sabíamos então que tinham fundos ilegais de caixa dois ou de operações estruturadas", afirmou a ex-prefeita. "Eu sabia dos 4 milhões de dólares recebidos. Foi dinheiro pago diretamente entre brasileiros", garantiu. Após assumir a responsabilidade, Villarán admitiu ter cometido um erro ao aceitar que empresas com projetos na capital peruana financiassem a campanha do Não à Revogação - que acabou sendo vencedora. O ex-diretor da Odebrecht no Peru, Jorge Barata, confirmou em 25 de abril ao MP peruano que a empreiteira tinha dado dinheiro para a campanha contra a revogação do mandato de Villarán.

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