
Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira o envio de vários bombardeiros B-52 à região do Golfo Pérsico, para dissuadir um possível ataque a suas tropas liderado pelo Irã. A mobilização, que inclui ainda um porta-aviões, justifica-se diante de "sinais claros e recentes de que as forças iranianas e seus aliados estão se preparando para um possível ataque às forças americanas", destacou o Pentágono. O assessor presidencial de Segurança Nacional, John Bolton, já havia anunciado no domingo o envio ao Golfo Pérsico de um porta-aviões com seu grupo aeronaval e uma força de bombardeiros. "O envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln e de uma força especial de bombardeiros se considera um passo prudente diante das indicações de uma elevada preparação iraniana para realizar operações ofensivas contra as forças americanas e nossos interesses" na região, declarou o porta-voz interino do Pentágono, Charles Summers. Os B-52 são bombardeiros pesados de longo alcance, capazes de transportar mísseis de cruzeiro e até armas nucleares. O porta-voz do Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos, comandante Bill Urban, disse que a ameaça pode ser terrestre ou marítima, sem dar mais detalhes. Há um ano, no dia 8 de maio, o presidente americano, Donald Trump, abandonou o acordo internacional firmado em 2015 para impedir a fabricação por parte de Teerã de uma arma atômica, alegando que o tratado era pouco rigoroso. Desde então, Trump tem reforçado sua campanha de "máxima pressão" sobre o regime iraniano.
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