
O presidente nacional do MDB, o ex-senador Romero Jucá, disse hoje (4) que o partido apoia a reforma da Previdência, mas vai propor alterações no texto enviado pelo governo. Ele se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto. Bolsonaro reservou a agenda desta quinta-feira para conversar com dirigentes de seis partidos políticos. Romero Jucá teve o comportamento standard do MDB desde meados da década de 80, que é o de criar dificuldades para negociar as facilidades, ou seja, apresentar a conta. O partido sempre agiu assim. "Nós somos favoráveis a uma reforma, à construção de uma nova Previdência, agora, questões específicas serão discutidas. O Benefício de Prestação Continuada, nós não concordamos da forma que está, a questão da aposentadoria rural, não concordamos do jeito que está. A questão dos professores, queremos discutir. A questão da capitalização, o modelo não está claro, não é possível pedir capitalização de quem ganha um salário mínimo e meio ou dois salários mínimos. Isso não está ajustado e acho que deve ser discutido com mais profundidade", disse.
Equivalente a um salário mínimo, o BPC é pago a idosos de baixa renda a partir dos 65 anos. A proposta de reforma da Previdência do governo prevê a redução do valor para R$ 400,00 com pagamento a partir de 60 anos, atingindo o salário mínimo a partir dos 70 anos. No caso da aposentadoria rural, a proposta do governo é elevar de 15 para 20 anos o tempo de contribuição e instituir a idade mínima de 60 anos para homens e mulheres. Romero Jucá disse também que o partido ainda não decidiu se fechará questão a favor da reforma e descartou participar do governo federal, reforçando que o partido atuará com independência nas votações do Parlamento. Ou seja, via "negociar" caso a caso. "O MDB não quer cargo, não quer ministério, não vai pedir nada. O que nós queremos é construir uma agenda que faça com o que partido possa votar, o governo sabendo da nossa posição, da nossa contribuição e o povo sabendo das posições do MDB para construir um Brasil melhor", disse. Acredite quem quiser. Segundo Jucá, o MDB, que possui uma bancada de 34 deputados na Câmara, pretende atuar a favor de uma agenda específica, apresentada ao presidente da República. "Essa questão de ser ou não ser base é uma questão passada. A discussão agora é temática, é por projetos, por leis, por dispositivos, por posições que possam melhorar o povo brasileiro. Nosso compromisso é com a agenda econômica e social, com a criação de empregos, com a responsabilidade fiscal", disse. Ouvir que o MDB tem compromisso com a responsabilidade moral é de uma cretinice ímpar, porque o partido acompanhou sempre o regime petista que arrombou as contas nacionais e criou o maior buraco fiscal de toda a história.
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