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sábado, 27 de abril de 2019

Ministro Paulo Guedes diz que burocracia da Petrobras resiste a proposta de reduzir preço do gás

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira (26) que o governo deve anunciar em até 45 dias medidas para baratear o preço do gás natural no País. Ele afirmou, porém, que a proposta vem enfrentando resistência da "burocracia" da Petrobras. Paulo Guedes se reuniu na manhã desta sexta-feira com o economista Carlos Langoni, quem primeiro apresentou a idéia do "choque de energia barata" ao ministro da Economia. Langoni acredita que é possível reduzir à metade o preço do gás no país - a proposta trata do gás canalizado, não vendido entregue em botijões. Segundo o economista, o esforço não depende da aprovação de leis, mas apenas de medidas regulatórias. O objetivo é reduzir a concentração do mercado, hoje abastecido apenas pela Petrobras. "São medidas muito simples, eu diria de uma simplicidade franciscana", disse Langoni, após a reunião com Paulo Guedes. "É apenas um processo de abertura, de reduzir o poder de monopólio da Petrobras de um lado e de introduzir a figura do consumidor livre de gás natural do outro, na ponta da distribuição", completou. Ele não quis, porém, adiantar quais seriam as medidas em estudo. O tema voltará a ser debatido em reunião na segunda-feira (29) com o Ministério de Minas e Energia, que coordena grupo criado pelo governo para definir as medidas.

Paulo Guedes disse que o projeto tem apoio do presidente Jair Bolsonaro e do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. "A ideia de levar o gás para as famílias brasileiras pela metade do preço e reindustrializar o País por meio da energia barata é extremamente atraente", defendeu o ministro. Ele reconheceu, porém, que há resistências dentro da própria estatal. Sem citar nomes, Paulo Guedes disse que se arrependeu de ter indicado para a estatal "um consultor" que participou da equipe de transição do governo Bolsonaro e, na estatal, "foi capturado pela burocracia".  "Esse consultor que me referi fez um plano que daqui a quatro anos vamos ter gás mais barato. Ele deve estar trabalhando para o próximo governo, não para o presidente Bolsonaro", afirmou: "Se podemos em 30 ou 60 dias dar um choque de energia barata e retomar o crescimento, porque nós vamos esperar quatro anos?"

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