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sábado, 27 de abril de 2019

Diretor ligado a Ernesto Araújo pede demissão de agência de exportação

A crise na Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) ganhou mais um capítulo nesta semana, com o pedido de demissão do diretor de Gestão Corporativa da entidade, Márcio Coimbra. Coimbra comunicou o governo nos últimos dias que irá se desligar da agência. Coimbra havia sido levado à Apex - agência que atua na promoção de produtos brasileiros no exterior - pelas mãos do chanceler Ernesto Araújo, que também indicou a diretora de Negócios, Letícia Catelani. Eles foram apontados como pivôs de uma crise que desde o início do governo Jair Bolsonaro já causou o afastamento de dois presidentes da agência, Alecxandro Carreiro e o embaixador Mario Vilalva. Carreiro teria se desentendido com Catelani e foi demitido menos de dez dias após assumir o cargo. Já Vilalva teve seus poderes esvaziados em uma manobra estatutária promovida pelo chanceler, que transferiu várias atribuições da presidência da agência para os dois diretores. O embaixador disse que Coimbra e Catelani eram pessoas "despreparadas e irresponsáveis" e acusou Araújo de falta de lealdade, declarações que levaram à sua demissão em 9 de abril. Desde a saída de Vilalva, o núcleo militar do governo intensificou a pressão sobre Bolsonaro para que os dois diretores deixassem a Apex. Para estancar a crise, Bolsonaro decidiu nomear um militar para a presidência da Apex. Ele deve indicar o contra-almirante Sergio Ricardo Segovia Barbosa para comandar a agência, oficial aposentado que comandava a área de Tecnologia da Informação do ministério da Defesa. Coimbra deve dar expediente por mais uma semana e depois deixar o posto. O diretor se aproximou de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente da República e deputado que comanda a Comissão de Relações Exteriores da Câmara, ainda durante a transição. Ele acompanhou o parlamentar e o hoje assessor especial de assuntos internacionais da Presidência, Filipe Martins, numa viagem aos Estados Unidos em novembro do ano passado, quando os três se reuniram com autoridades norte-americanas e políticos do partido Republicano.

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