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sábado, 6 de abril de 2019

Corrupto Jorge Zelada, ex-diretor da Petrobras, pede suspeição da força tarefa da Lava Jato


O ex-diretor da área Internacional da Petrobrás, o corrupto Jorge Luís Zelada, condenado a 15 anos e 3 meses na Lava Jato, pediu a suspeição de toda a força-tarefa da Operação. Seus advogados alegam que os procuradores da República do Paraná têm interesse em sua condenação, já que poderiam administrar os recursos oriundos de suas condenações. Os defensores de Zelada evocam o polêmico fundo bilionário, suspenso pelo Supremo Tribunal Federal, que receberia parte da multa de R$ 2,5 bilhões da Petrobrás nos Estados Unidos.  O termo prevê a reversão de 80% do valores da multa a ser paga pela estatal nos Estados Unidos em acordo que ela fechou em processo em que figura como réu. O fato de constar no acordo que parte dos valores seria destinada à entidade, a ser constituída, gerou reações negativas. A procuradora-geral, Raquel Dodge, moveu uma ação contra o fundo, que foi acolhida liminarmente pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Os advogados Felipe Henrique Braz, Conrado Gama Monteiro e Pedro Schelbauer representam Zelada na ação. 

Segundo os advogados de Jorge Luís Zelada, o fundo, amplamente divulgado pela imprensa, ‘evidencia o interesse de tais atores na condenação dos réus’. “Não por estarem verdadeiramente convencidos de sua culpa, mas por, neste cenário, alargar-se a quantia que poderia ser administrada pelos próprios atores na intentada fundação”. “Diante da notícia da tentativa da força-tarefa da Operação Lava Jato de Curitiba de criar uma fundação para administrar recursos oriundos de condenações relativas aos fatos (e ilações) investigados e processados no âmbito da operação (inclusive nesse feito), torna-se induvidosa e indiscutível a suspeição dos referidos membros do Ministério Público, atuantes neste processo”, sustentam. Eles afirmam que ‘a fundação que administraria cerca de 1,3 bilhão de reais seria constituída pelo Ministério Público Federal’. “Para tanto, o próprio Ministério Público Federal constituiria um Comitê que supervisionaria a constituição da fundação”. “Em arremate, o acordo costurado pela Força-Tarefa com a Petrobrás demonstrou, claramente, violação aos preceitos éticos da função, seja por pleitearem fora dos ditames legais (como reconhecido na ADPF 568), seja por deixarem de zelar por sua reputação profissional”, sustentam.

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