
O deputado federal gaúcho emedebista Alceu Moreira, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária – que hoje declarou apoio à reforma da Previdência –, reclamou de Flávio Bolsonaro a Joice Hasselmann e Vitor Hugo, líderes do governo no Congresso. O motivo foi um tuíte do filho mais velho de Jair Bolsonaro. O senador postou – e depois apagou – “Quero que vocês se explodam”, em resposta a uma nota de repúdio do grupo terrorista Hamas à abertura de um escritório de negócios pelo governo brasileiro em Jerusalém. “Chega! Chegamos ao limite! Não dá mais! Acabou a paciência!”, disse Alceu Moreira, referindo-se ao tuíte, a Joice e Vitor Hugo. Desde que Bolsonaro prometeu mudar a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, a Frente Parlamentar da Agropecuária negocia um recuo do Planalto, por temor de perder mercado nos países árabes. Na viagem a Israel, o presidente decidiu abrir apenas um escritório de negócios em Jerusalém.

A escolha de Alceu Moreira para a presidência do grupo parlamentar de apoio à agropecuária brasileira representa bem o nível de consistência dos agricultores brasileiros: escolheram um ficha suja, condenado em última instância por improbidade administrativa no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Em segundo lugar, se mostrarem um pé de couve e outro de alface, ele não sabe distinguir. Ele nunca plantou nada, nem criou nada. Começou sua vida como balconista de loja de materiais de construção, em Osório, no litoral norte do Rio Grande do Sul. Mas, é compreensível, a Frente Parlamentar da Agropecuária, na verdade, representa os interesses dos grandes grupos empresariais do agronegócio, e não a grande massa dos produtores rurais nacionais. Alceu Moreira é criatura de Eliseu Padilha.
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