A Caixa Econômica Federal informou na noite desta segunda-feira (8) que suspendeu os repasses ao Comitê Olímpico do Brasil (COB) dos recursos oriundos das loterias federais, destinados diariamente pela estatal à entidade em cumprimento da Lei Agnelo/Piva (LAP). Esses recursos são a principal fonte de financiamento do comitê, que os repassa a confederações responsáveis pelos esportes olímpicos no Brasil. Neste ano, o COB estima arrecadar R$ 20,8 milhões por mês dessa fonte. A suspensão, segundo a Caixa Econômica Federal, vale até que a entidade regularize um débito relativo a créditos tributários no valor de R$ 191 milhões. A decisão era esperada desde sexta-feira (5), quando venceu a Certidão de Registro Cadastral do COB, que permitia ao comitê receber os recursos das loterias. Para renovar o certificado é necessário apresentar a Certidão Negativa de Débito emitida pela Receita Federal, o que atualmente não é possível para o comitê, já que ele se encontra no polo passivo de uma dívida tributária de mais de R$ 190 milhões da extinta Confederação Brasileira de Vela e Motor. Atolada em dívidas, essa entidade passou por uma intervenção do COB de 2007 a 2012, antes de uma nova confederação de vela, a CBVela, ser criada do zero e assumir a gestão do esporte no Brasil. Tanto o COB quanto a CBVela são apontados pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional como responsáveis pelas dívidas da extinta confederação.
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