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segunda-feira, 25 de março de 2019

Policia Civil gaúcha não diz se morte do doleiro Tonico Albernaz Cordeiro pode ser queima de arquivo


Antônio Claudio Albernaz Cordeiro, o Tonico, foi encontrado morto dentro da própria residência no início da tarde deste domingo, no bairro Vila Conceição, na zona Sul de Porto Alegre. De acordo com a Brigada Militar, trata-se de suicídio. Uma funcionária da residência encontrou o corpo e acionou a BM através do 190. A ocorrência foi registrada às 13h32min. A Polícia Civil, conforme o delegado plantonista Cassiano Cabral, vai abrir um inquérito para confirmar a linha de investigação. "Serão ouvidos familiares, vamos esperar o laudo pericial, realizaremos oitivas, além da análise de dados de telefone celular, para confirmar o que foi preliminarmente levantado no local. Tudo leva a crer que foi suicídio", destacou. Segundo Cassiano Cabral, a investigação será realizada pelo titular 4ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (4ªDPHPP), Rodrigo Pohlmann Garcia. Tonico Cordeiro foi preso em março de 2016 na 26ª fase da Operação Lava Jato, denominada Xepa. Na época a Polícia Federal informou que havia suspeitas de que Tonico Cordeiro fosse um dos operadores do esquema de corrupção da Petrobras. Ele negava as acusações e chegou a ser preso outra vez, em maio de 2018, com outros três irmãos em outro desdobramento da Operação Lava Jato, intitulada 'Câmbio, Desligo'.

Após a prisão do ano passado, foi solto por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, podendo cumprir medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de deixar o país e de manter contato com outros investigados. O  irmão de Antônio Claudio, Athos, foi identificado na emblemática Caderneta do Diógenes, como Agnus Dei (Cordeiro de Deus). Na época, governo Olívio Dutra, PT, ele dirigia o poderoso sindicato das empreiteiras do Rio Grande do Sul, o Sicepot. A família toda é muito rica e tem forte inserção junto ao empresariado industrial e a classe política inteira do Estado. Na operação deste ano, junto com Antônio Claudio também foram presos Paulo Aramis Albernaz Cordeiro, Athos Roberto Albernaz Cordeiro e Carmen Regina Albernaz Cordeiro, irmãos de Antônio, além de Suzana Marcon.

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