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quarta-feira, 20 de março de 2019

Folha de S. Paulo a caminho do encerramento de sua presença em bancas, diretor presidente quer acabar com o jornal impresso


O jornalista Sérgio Dávila é o novo diretor de redação do jornal Folha de S. Paulo. A nomeação foi decidida por voto da maioria dos acionistas da empresa e anunciada nesta segunda-feira (18). O jornal também promoveu mudanças em seu conselho editorial. Dávila é funcionário da Folha há 25 anos e desde 2010 exercia o cargo de editor-executivo. Ele substitui Maria Cristina Frias, que sucedeu Otavio Frias Filho, falecido em agosto do ano passado. Maria Cristina exerceu o cargo durante seis meses. Acionista da empresa, ela também é colunista da publicação. Segundo a Folha, ao longo de sua carreira, Dávila sempre foi próximo de Otavio Frias, que o escolheu para o antigo posto. Durante 14 anos, os dois conviveram diariamente zelando pela execução do projeto editorial do jornal. Além da mudança na diretoria de redação, a publicação alterou a composição do seu conselho editorial. Ana Estela de Sousa Pinto, Cláudia Collucci, Cleusa Turra, Hélio Schwartsman, Heloísa Helvécia, Mônica Bergamo, Patrícia Campos Mello, Sérgio Dávila, Suzana Singer e Vinicius Mota juntam-se a Rogério Cezar de Cerqueira Leite, Marcelo Coelho, Clóvis Rossi, Antonio Manuel Teixeira Mendes e Luiz Frias. Deixam o colegiado Celso Pinto e Janio de Freitas. Na verdade, a redação continua sob comanda da turma da Libelu (Liberdade e Luta), grupelho trotskista da USP, com o qual o falecido Otavio Frias Filho tinha grande afinidade política e intelectual. Já o irmão Luiz Frias, que hoje comanda a empresa, e que tem maioria acionária junto com os votos da viúva de Otavio Frias Filho, nunca teve qualquer pendor para o jornalismo ou para atividades intelectuais. Ele é um frio empresário que olha para os números. E os custos do jornal impresso diante das receitas obtidas pelo mesmo não lhe agradam. Certamente, o fechamento do jornal impresso, com presença em bancas, significará uma grande limpeza de quadros, na redação, na Agência Folhas e na parte técnica da empresa, com demissões de gráficos e de todo o pessoal técnico, de fotolitagem e montagem de páginas. 

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