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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Polícia Federral suspeita que operador do PSDB escondeu "muito bem" celulares

Em relatório à juíza Gabriela Hardt, o delegado Alessandro Netto Vieira apontou que demora de Paulo Vieira de Souza em permitir a entrada da força-tarefa ao apartamento onde mora quase levou os agentes a arrombarem a porta e relatou que agentes encontraram ‘dezenas de cabos USB de carregamento de celulares já devidamente conectados em fontes de carregadores’ no closet do casal. 

A Polícia Federal suspeita que o ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, preso nesta terça-feira, 19, possa ter escondido ou dado fim a telefones celulares. Em relatório à juíza Gabriela Hardt, o delegado Alessandro Netto Vieira relatou que o apartamento do operador do PSDB quase foi arrombada após demora para abrir a porta. “Afirmaram os policiais que houve uma demora excessiva por parte da esposa de Paulo Vieira em abrir a porta e franquear o acesso dos policiais no apartamento, de modo que as portas quase tiveram de ser arrombadas. Somente quando se percebeu que os policiais de fato as arrombariam foi que o acesso foi finalmente permitido”, narrou o delegado. “Consequência ou não dessa demora, fato é que não foi encontrado nenhum celular de propriedade do preso seja em sua posse ou dentro de sua residência, mesmo diante de uma busca minuciosa feita por uma equipe reforçada com cerca de 8 policiais.” O delegado relatou à juíza que apesar de não terem achado nenhum celular, os policiais encontraram ‘dezenas de cabos USB de carregamento de celulares já devidamente conectados em fontes de carregadores’ no closet do casal.

Na avaliação de Alessandro Netto Vieira os carregadores sugerem, ‘pelo adiantado da hora, que alguns telefones celulares passaram a noite ali carregando’. “Podemos trabalhar com a absurda hipótese de o investigado não fazer uso de celular algum, todavia, o fato de nenhum celular do investigado ter sido encontrado; a presença daquelas fontes todas conectadas logo no início da manhã, indicando que ali foram carregados ou se carregam a energia de vários celulares; e a demora em abrir as portas, lapso de tempo que permitiria perfeitamente que eventuais aparelhos fossem de alguma forma descartados ou muito bem escondidos, levam-nos a crer ser perfeitamente factível que o investigado Paulo Vieira de Souza possa ter agido de forma deliberada para ocultar provas e obstar o bom êxito da diligencia, prejudicando assim a atividade persecutória”, afirmou o delegado. “Tal circunstancia que só faz reforçar, salvo melhor entendimento em contrário, a necessidade de sua prisão cautelar.” À juíza, o delegado narrou que o operador do PSDB deve ser levado para Curitiba no dia 27 de fevereiro. O material apreendido na Operação Ad Infinitum deve ser levado à capital paranaense na semana que vem.

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