O megalixeiro Wilson Quintella Filho, um dos donos da megalixeira fraudadora e corrupta Estre Ambiental SA, preso na Operação Lava Jato e recolhido à carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, confessou o pagamento de propinas, no âmbito de contratos da Transpetro, subsidiária da Petrobras, ao ex-presidente da estatal, Sérgio Machado, operador de grandes caciques da organização criminosa MDB. O megalixeiro Wilson Quintella Filho está preso desde quinta-feira, 31, e a juíza federal federal Gabriela Hardt estipulou uma fiança de R$ 6,8 milhões para que ele possa deixar o cárcere. O executivo é alvo da Quinto Ano, 59ª fase da Lava Jato, que mira propinas de R$ 22 milhões em contratos que somam R$ 682 milhões na Transpetro, entre 2008 e 2014.
Além de Wilson Quintella Filho, também estão presos o advogado Mauro de Morais, e o advogado Antonio Kanji Kanashigawa, operador financeiro do megalixeiro e seu pagador de propinas pelo Brasil afora. Se os membros da Operação Lava Jato buscarem os planos de vôo do jatinho Phenom 300 da Estre Ambiental SA, encontrarão os rastros todos das viagens de pagamentos de propinas de Antonio Kangi. A Receita Federal rastreou mais de R$ 20 milhões destinados ao escritório do advogado Mauro de Morais. O advogado fez saques pouco abaixo de R$ 100 mil para que transações de R$ 9,5 milhões não chegassem ao conhecimento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) As investigações tiveram como ponto de partida a delação premiada de Sérgio Machado, que afirmou às autoridades ter recebido propinas da corrupta Estre Ambiental SA para repassar a seu grupo político no MDB. Segundo o dono da Estre Ambiental SA, Sérgio Machado já solicitou pagamento a título de “contribuição”,” doação” ou “apoio político”. Ele afirma que ‘isso ocorreu logo no início da gestão dele, nos primeiros meses; e que ‘ele disse que tinha demandas para manter o próprio “apoio institucional”, pelo que necessitava de “apoio financeiro”‘. Segundo Quintella, Machado ‘disse que precisava desse apoio financeiro de um grupo seleto de pessoas de confiança. Machado ainda teria dito que ‘gostaria de contar com o apoio financeiro das empresas’ de Quintella ’em montantes entre 1,5 a 3%, ou mesmo até 4%".

O dono da corrupta Estre Ambiental SA afirmou que ’em momento algum o declarante solicitou pagar qualquer quantia e nem obteve vantagens para suas empresas, inclusive nunca teve um aditivo financeiro aprovado e nem problemas para receber os valores devidos pelos contratos executados’,que ‘o percentual em questão foi solicitado por Sérgio Machado e que ‘assim que Sérgio Machado ‘fez a proposta aceitou sem imposição de qualquer condição’. Wilson Quintella Filho, de família que faz parte das altas oligarquias de Alagoas, muito chego ao senador Renan Calheiros, ainda admitiu que usou Antonio Kanji para viabilizar o pagamento de propinas. Ou seja, nomeou Kangi como o seu pagador de propinas. E o enviava em seu jatinho da Estre, para que ele não tivesse que passar pelos controles nos aeroportos com aquele monte de dinheiro em propina. Mas, Kangi até agora preferiu ficar calado diante das autoridades.
Já Mauro de Morais, segundo consta nos autos, foi ouvido pela Polícia Federal. Alegou que "os valores sacados eram divididos em partes iguais entre ele e Antonio Kanji Hoshikawa, que o havia procurado em 2011 para a elaboração de pareceres na área ambiental para as empresas Estre Ambiental, Pollydutos, Caso Serviços e Estaleiro Rio Tietê, todas integrantes do Grupo Estre". Ainda disse que "tratou dos pareceres somente com Antonio Kanji Hoshikawa, nunca tendo conversado com representantes das empresas contratantes". Morais alegou "não possuir registro da prestação dos serviços. Atribui a ausência de registros a problema técnico que teve em seu computador no ano de 2016". A juíza Gabriela Hardt havia imposto um bloqueio de R$ 20 milhões aos alvos da Lava Jato 59. Nas contas de Quintella, foram encontrados R$ 550 mil. Já Antonio Kanji tinha R$ 830 mil.
O megalixeiro corrupto Wilson Quintella Filho está preso na mesma cidade onde acaba de ganhar uma licitação de mais de um bilhão de reais, de cartas marcadas, feita bem embaixo do nariz da Força Tarefa da Operação Lava Jato. Videversus publicou com antecedência o resultado da licitação, mas ninguém se interessou em investigar. Foi nessa cidade também que ele recebeu uma comitiva de vereadores de Glorinha, cidade da grande Porto Alegre, onde ele pretendia (de mentirinha) instalar um mega aterro, em plena área de proteção ambiental do Banhado Grande. Esse projeto foi elaborado por ele apenas para enganar investidores americanos que compraram a Estre Ambiental SA, de maneira a atribuir mais valor para o portfólio da empresa. Também fazia parte do pacote de fraude contra o sistema financeiro e acionário americano a falsidade da compra do aterro sanitário da Meio Oeste localizado em Candiota, na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai.

Esse acima é o registro do vôo do jatinho da Estre Ambiental SA que trouxe o megalixeiro corrupto Wilson Quintella Filho a Porto Alegre, em 26 de julho de 2017, quando ele foi jantar na casa de um casal de advogados na rua Dea Coufal, no bairro Ipanema, na capital gaúcha. O casal de advgados foi contratado pelo megalixeiro corrupto Wilson Quintella Filho para corromper os vereadores de Glorinha, que precisariam aprovar uma alteração do Plano Diretor da cidade para que o projeto do aterro pudesse ser instalado na cidade e ter sua tramitação na Fepam (fundação estadual de meio ambiente).

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