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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Davi Alcolumbre diz que a resposta deve ser de quem vazou os áudios das conversas do presidente Bolsonaro

A divulgação de áudios de conversas entre o ex-ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno, e o presidente Jair Bolsonaro, pelo aplicativo de mensagens WhatsApp, mobilizou senadores nesta terça-feira (19). "Nenhuma confusão é boa. Nem para o país nem para ninguém", afirmou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). "Isso aí é um problema, naturalmente, mas o Senado tem que deliberar sobre sua pauta. Em relação ao vazamento de áudio, quem tem que responder é quem vazou", afirmou. Para o líder do DEM, Rodrigo Pacheco (MG), o vazamento dos áudios desgasta o governo. "Tudo que é fora de uma rotina prejudica. É o tipo de desgaste desnecessário", declarou. O líder do PSB no Senado, Jorge Kajuru (GO), criticou Bebianno, chamando-o de "mau caráter" e "bandido". "Não tem como o Senado ignorar esta matéria. Isso é como você estar diante de alguém que está extorquindo. E ele avisou que o que ele iria falar abalaria a nação", disse o senador. "Demorou muito tempo para o presidente da República e sua equipe de confiança descobrirem que tinham dentro da cozinha um bandido, um mau caráter", disse Kajuru. 

Jair Bolsonaro conversou com o ex-ministro Gustavo Bebianno pelo WhatsApp três vezes no dia 12 de fevereiro, um dia antes de sua alta médica no hospital Albert Einstein, na capital paulista. Os áudios das conversas entre os dois, divulgados pela revista Veja, confrontam a versão do presidente de que ele não havia falado naquele dia com o então auxiliar. As gravações mostram ainda que ambos conversaram também sobre o esquema de candidaturas laranjas do PSL, que levou à queda de Bebianno. Na manhã desta terça-feira, a Comissão de Transparência e Fiscalização do Senado aprovou por seis votos a cinco o convite a Bebianno para prestar esclarecimentos sobre o escândalo de candidaturas laranjas.

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