
A Citgo Petroleum, uma subsidiária da estatal venezuelana PDVSA, afastou três executivos do alto escalão da empresa ligados ao ditador genocida comuno-bolivariano Nicolás Maduro, informaram na segunda-feira pessoas com conhecimento sobre o caso. A decisão seria o primeiro passo para consolidar a gestão dos novos diretores nomeados pelo líder opositor Juan Guaidó. Nas últimas semanas, a Citgo, refinaria da PDVSA em território americano, entrou no meio de uma batalha política entre o jovem político do partido Voluntad Popular - que autodeclarou-se presidente em janeiro - e o ditador genocida comuno-bolivariano Nicolas Maduro, líder chavista rejeitado por grande parte da comunidade internacional e cuja reeleição no ano passado foi considerada ilegítima. Os afastamentos seriam uma forma de transferir o controle das operações diárias da refinaria para funcionários que reconhecem a nova diretoria anunciada a semana passada pela Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pela oposição.
Os vice-presidentes da Citgo, Frank Gygax, Nepmar Escalona e Simon Suarez, todos venezuelanos promovidos pelo executivo-chefe da Citgo, Asdrúbal Chávez, de 2017 a 2018, foram expulsos da sede da empresa em Houston na segunda-feira pela equipe de recursos humanos. Não está claro se os executivos foram demitidos ou forçados a renunciar. Chávez, primo do líder venezuelano Hugo Chávez, morto em 2013, controla a Citgo a partir das Bahamas desde o ano passado, quando o governo dos Estados Unidos negou seu pedido de visto para trabalhar em Houston. Outros membros venezuelanos do conselho de diretores de refinaria de petróleo também trabalham com ele no escritório caribenho. A Citgo é a oitava maior refinadora dos Estados Unidos e tem instalações em Illinois, no Texas e na Louisiana responsáveis por cerca de 4% da capacidade de refino dos Estados Unidos. Também opera tubulações e terminais de combustível e fornece combustível para uma rede de varejo de 5,5 mil postos de gasolina em 29 Estados dos Estados Unidos.
A empresa foi atingida pelas sanções americanas impostas em 28 de janeiro para restringir o acesso de Maduro à receita do petróleo. A Citgo, a maior compradora americana de petróleo venezuelano, pode continuar importando o petróleo da PDVSA somente se o produto da venda for para contas bancárias controladas por Guaidó. A nova diretoria da Citgo é liderada pela venezuelana Luisa Palacios, por quatro veteranos executivos de petróleo e pelo atual vice-presidente de Estratégia e Compliance, Rick Esser. Os novos membros ainda não assumiram seus cargos em Houston e o chavismo anunciou que os investigará na Venezuela.
Um quarto funcionário de alto escalão da Citgo, o auditor-geral Eladio Pérez, também foi retirado de seu escritório na segunda-feira. Também na segunda-feira, uma unidade da Citgo na ilha caribenha de Aruba informou que um projeto para reformar e reabrir uma refinaria ociosa alugada pela empresa desde 2016 e capaz de processar 209 mil barris por dia foi suspenso e que os funcionários remanescentes serão demitidos até o fim de fevereiro em razão das sanções.
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