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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Polícia Federal indefere pedido de Lula para ir ao velório do irmão Genival, o Vavá


O superintendente da Polícia Federal no Paraná, Luciano Flores de Lima (irmão do juiz federal Loraci Flores de Lima, que sentenciou o processo político-policial da Operação Rodin), indeferiu o pedido do bandido corrupto e presidiário Lula para comparecer ao velório do irmão, Genival Inácio da Silva, o Vavá. A Polícia Federal se manifestou atendendo determinação da juíza Carolina Lebbos, da Vara de Execuções Penais do Paraná. O petista havia feito dois pedidos para poder comparecer ao velório irmão, morto nesta terça-feira, 29. A juíza encaminhou o ofício da Polícia Federal para parecer do Ministério Público. Em ofício à juíza Carolina Lebbos, da Vara de Execuções Penais, o delegado levou em consideração a "indisponibilidade do transporte aéreo em tempo hábil para a chegada do ex-presidente Lula antes do final dos ritos post mortem de seu irmão". Um relatório da inteligência da diretoria de inteligência da Polícia Federal ainda levou em consideração três situações de risco: “1 – Fuga ou resgate do ex-presidente Lula; 2 – Atentado contra a vida do ex-presidente Lula; 3 – Atentados contra agentes públicos; 4 – Comprometimento da ordem pública; 5 – Protestos de simpatizantes e apoiadores do ex-presidente Lula; 6 – Protestos de grupos de pressão contrários ao ex-presidente Lula”. A Polícia Federal ainda considerou que as aeronaves disponíveis para levar o petista estão realocadas para dar apoio às autoridades em Brumadinho. “Consultada a Coordenação de Aviação Operacional da Polícia Federal, sobreveio a informação de que no momento os helicópteros que não estão em manutenção estão sendo utilizados para apoio aos resgates das vítimas de Brumadinho. Além disso, a aeronave de asa fixa, disponível no momento, por questões de segurança poderia voar somente a partir das 6:00 de 30/01/2019, cujo tempo estimado entre a vinda da aeronave de Brasília, chegada em Curitiba e deste local para o Aeroporto de Congonhas, demandaria no mínimo 6 (seis) horas, considerando o tempo dos vôos, movimentação em pista e abastecimento em Curitiba/PR”, afirma.


“Caso fosse disponibilizado tanto aeronaves de asa fixa quanto as rotativas necessárias, a distância entre o ponto mais provável de pouso de helicóptero e o local dos atos fúnebres é de aproximadamente 2 km, percurso que teria que ser feito por meio terrestre, o que potencializa dos riscos já identificados e demanda um controle e interrupção de vias nas redondezas” conforme apontado acima pelo levantamento da DIP”, anotou. Lima ainda ressaltou "a ausência de policiais disponíveis tanto da PF quanto da PC e PM/SP para garantir a ordem pública e a incolumidade tanto do Ex-Presidente quanto dos policiais e pessoas ao seu redor". Levou em consideração também "as perturbações à tranquilidade da cerimônia fúnebre que será causado por todo o aparato que seria necessário reunir para levar o ex-Presidente até o local". “Concordo com a manifestação do Senhor DREX/SR/PF/PR (Despacho SEI 9722540) e INDEFIRO o pedido administrativo formulado pelo Advogado de Luiz Inácio Lula da Silva, que se encontra recolhido nesta Superintendência da PF em Curitiba/PR, não sendo possível ser autorizado ou viabilizado pela PF o comparecimento ao velório de seu irmão em São Bernardo do Campo/SP”, afirmou, em ofício. O enterro e o velório de Genival acontecerão no Cemitério Paulicéia, em São Bernardo do Campo (SP). 

Em 1980, Lula, foi preso por agentes do extinto Departamento de Ordem Política e Social (Dops), então dirigido pelo delegado Romeu Tuma, sob a acusação de violação da Lei de Segurança Nacional na greve dos metalúrgicos no ABC Paulista. Ele ficou 32 dias preso nas dependências do Dops, no centro de São Paulo. Quando Lula ainda estava preso, morreu sua mãe, Eurídice Ferreira de Mello, a dona Lindu, aos 65 anos de idade. Na ocasião, a Justiça Militar autorizou o então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema a ir ao enterro de dona Lindu. Lula era "cachorrinho" de Romeu Tuma, X9, informante do órgão de repressão política. 

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