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domingo, 13 de janeiro de 2019

Brigada de policiais italianos da Interpol prende na Bolívia o bandido terrorista Cesare Battisti


O terrorista italiano Cesare Battisti foi preso na Bolívia. Ele estava foragido desde dezembro, quando o governo do então presidente Michel Temer decidiu pela extradição para a Itália, onde Battisti foi condenado por quatro assassinatos nos anos 1970 por quatro assassinatos infames sem qualquer conotação política. Battisti foi preso pela unidade da Polícia da Bolívia que representa a Interpol com base em informações fornecidas pela polícia italiana. Segundo o jornal italiano Corriere della Sera, Battisti estava em Santa Cruz de la Sierra, uma cidade no interior da Bolívia. Ele usava uma barba falsa e portava documento com seu nome verdadeiro. A prisão foi feita por um esquadrão de policiais italianos da Interpol. Pelo Twitter, o procurador Vladmir Aras – que foi secretário de Cooperação Jurídica Internacional da Procuradoria Geral da República, entre 2013 e 2017 – comentou a prisão do italiano.  Segundo ele, “há duas soluções para que ele passe à custódia de autoridades italianas: 1) um novo processo de extradição, pedido por Roma a La Paz. Seria o terceiro: França, Brasil, Bolívia; ou 2) uma medida migratória similar a deportação ou expulsão, aplicada imediatamente a Battisti pelas autoridades bolivianas, pois é provável que sua entrada na Bolívia tenha ocorrido de maneira irregular e que sua estada também o seja. Ele voltaria ao Brasil e seria entregue à Itália". A fuga de Battisti foi considerada internamente na Polícia Federal como um dos maiores erros da gestão de Rogério Galloro, substituído por Maurício Valeixo que assumiu a direção-geral da Polícia Federal no governo Bolsonaro. A prisão do terrorista Cesare Battisti foi decretada pelo ministro Luiz Fux no dia 13 de dezembro do ano passado. A extradição de Battisti é uma agenda do novo governo. Ainda durante a transição, Bolsonaro se reuniu com o embaixador da Itália no Brasil para tratar do assunto.

O terrorista Cesare Battisti, de 64 anos, integrou nos anos 1970 um grupo terrorista na Itália e foi condenado à prisão perpétua por quatro homicídios. Ele fugiu da Itália e foi preso em 2007 no Rio de Janeiro. O então ministro da Justiça do Brasil, o petista Tarso Genro, concedeu a Battisti o status de refugiado político, decisão muito criticada na Itália. Esse mesmo petista Tarso Genro cometeu a infâmia de prender e entregar para Cuba os boxeadores que haviam desertado durante os Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro.

Em 2007, a Itália pediu a extradição de Battisti. Em 2010, o Supremo Tribunal Federal julgou o pedido procedente, mas deixou a palavra final ao presidente da República, o bandido corrupto Lula. À época, Lula negou a extradição no último dia de seu mandato.

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