O ex-presidente do Banco Central, o financista Armínio Fraga (ex-executivo do megaespeculador George Soros), disse na sexta-feira (11) que é fundamental que o governo Bolsonaro resolva o problema da Previdência de maneira impactante. “A situação é de alto risco e exige comprometimento de todos do governo”, afirmou. Fraga, que participou do o lançamento da coleção "História Contada do Banco Central do Brasil", considera a Previdência o maior item do lado dos gastos do governo. “Acho que o que precisa fazer é acertar o lado fiscal. Não há Banco Central que resista a uma situação fiscal como a nossa. Esta situação é muito grave e urgente. O governo federal está mal das pernas e a maioria dos Estados está quebrado”, analisou o economista. O economista e professor da PUC-Rio, Gustavo Franco, também ex-presidente do Banco Central, salientou que a reforma da Previdência deve ser a prioridade da pauta e que o governo deve ser arrojado e colocar com clareza para o País o tamanho do problema e sua solução. “Fazer pela metade não resolve. Não é bom”, avalia. Ele diz que está vendo com muita expectativa “e com moderado otimismo” as políticas econômicas do governo Bolsonaro. “Acho que já chegamos a um ponto de mudança de agenda que em si é espetacular. A fase que vai se iniciar em fevereiro, quando o congresso novo estiver instalado, é a fase de entrega", afirmou Gustavo.

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