
Em alegações finais no processo envolvendo o sítio Santa Bárbara, em Atibaia, Rogério Aurélio Pimentel, ex-segurança do bandido corrupto Lula, voltou a citar o recebimento de envelopes de dinheiro da Odebrecht e disse que foi "capataz" das obras feitas por empreiteiras no imóvel. O assessor afirmou que apenas cumpriu ordens da ex-primeira-dama, a galega italiana Marisa Letícia, e que não agiu fora das atribuições de seu cargo. Pimentel pediu à juíza federal Gabriela Hardt absolvição. As alegações finais são o último capítulo da ação penal, em que os réus entregam suas últimas peças de defesa, antes de serem sentenciados. Segundo a força-tarefa da Operação Lava Jato, Pimentel teria ajudado a ocultar as vantagens indevidas da OAS, Odebrecht e Schahin, quando tocou as reformas no sítio. Em alegações finais, ele afirma que "não participou da ocultação de patrimônio ou valor algum, apenas foi-lhe determinado funcionar como “capataz” na reforma do famigerado sítio, ou seja, ver o andamento da obra e informar à Primeira-dama". Pimentel também confirmou a movimentação de dinheiro em espécie da Odebrecht em meio às necessidades das obras no sítio. “Se o Réu não sabia sequer as quantias que continham nos envelopes, tampouco possa se esperar que soubesse de eventual origem ilícita dos valores”.
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