O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, o parlamentar de oposição Juan Guaidó, apelou à população, aos militares e à comunidade internacional na sexta-feira (11) para assumir o poder em substituição ao ditador comuno-bolivariano reeleito em uma fraude, Nicolás Maduro, que tomou posse na quinta-feira (10) no Tribunal Supremo de Justiça, em Caracas. Guaidó defendeu a realização de eleições gerais no país. “Eu me apoio nos artigos 233, 333 e 350 da Constituição da República Bolivariana da Venezuela para convocar eleições livres e a união do povo, das Forças Armadas Nacionais e da comunidade internacional para vencer essa usurpação”, disse Guaidó por meio de sua conta pessoal no Twitter. Guaidó pediu que a população se mobilize em todo o país em 23 de janeiro contra o governo de Nicolás Maduro. Segundo ele, com apoio da comunidade interna e externa será possível enfrentar Maduro. “Assumo o dever imposto pela Constituição e no Artigo 333, que obriga a todos os venezuelanos, investidos em autoridade, a lutar”, acrescentou Guaidó: “Para converter em realidade, necessitamos da soma da força nacional e internacional para obter sua plena aplicação". A Assembleia Nacional, formada por 545 parlamentares, foi esvaziada por Maduro. O Parlamento é dominado pela oposição. A Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Grupo de Lima, formado por 14 países incluindo o Brasil, se manifestaram contra a posse de Maduro. Para todos, a reeleição dele é ilegítima e a alternativa é promover novas eleições.

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