Assine Vitor Vieira Jornalismo

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Bolsonaro diz que não haverá privilégio em distribuição de verba publicitária

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (7) que irá democratizar a verba publicitária e defendeu que os veículos de imprensa não sejam parciais. Em cerimônia de posse dos novos presidentes dos bancos públicos, ele afirmou que ninguém terá direito "a mais ou a menos" e ressaltou que não haverá o que chamou de privilégios a alguns órgãos de comunicação. "Nós vamos democratizar as verbas publicitárias. Nenhum órgão de imprensa terá direito a mais ou a menos naquilo que nós, de maneira bastante racional, viremos a gastar com nossa imprensa", disse. Ele disse que seu desejo é que os veículos de comunicação sejam cada vez mais forte e isentos, e não parciais, "como alguns infelizmente o foram há pouco tempo ainda". "A imprensa livre é a garantia da nossa democracia. Vamos acreditar em vocês, mas essas verbas publicitárias não serão mais privilegiadas para a empresa A, B ou C", afirmou. Antes de tomar posse, Bolsonaro disse que iria rever os contratos de publicidade e, durante a campanha eleitoral, ameaçou cortar verba de anúncios da Secretaria de Comunicação Social. Neste final de semana, inclusive, ele usou as redes sociais para criticar a imprensa. Ele republicou em seu perfil mensagem em que o presidente dos Estados Unidos, Donaldo Trump, acusava, em outubro, boa parte do jornalismo de fabricar fake news.

No discurso desta segunda-feira, Bolsonaro disse ainda que os recursos que forem destinados em seu governo a ONGs passarão por um "rígido controle". "O rígido controle para que possamos, então, fazer com que o recurso público seja bem utilizado", ressaltou. As declarações foram dadas no Palácio do Planalto na cerimônia de posse de novos dirigentes dos bancos públicos: Rubem Novaes (Banco do Brasil), Joaquim Levy (BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e Pedro Guimarães (Caixa Econômica Federal). O ministro da Secretaria de Governo, Santos Cruz, criou uma estrutura para monitorar as entidades. Na semana passada, o novo secretário especial de Regulação Fundiária do Ministério da Agricultura, Nabhan Garcia, disse que entidades "escusas" não receberão verbas. O presidente também disse que pretende acabar com o BV (Bônus por Volume), comissão paga a agências de publicidade por direcionar anunciantes. "Vamos buscar junto ao Parlamento brasileiro a questão do BV. Isso tem de deixar de existir. Eu aprendi há pouco o que é isso e fiquei surpreso e até mesmo assustado. Vamos eliminar essas questões para que a imprensa possa cada vez mais fazer um bom trabalho no Brasil", disse.

Nenhum comentário: