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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Nova delação de Palocci é validada por Fachin e aponta fraudes no sistema financeiro


Como se um acordo já não produzisse estrago o suficiente, uma nova delação do ex-ministro petista Antonio Palocci foi homologada há cerca de um mês pelo relator da operação Lava Jato no STF,  ministro Edson Fachin, e até então mantida em segredo de Justiça, só revelada na última sexta-feira (30). A segunda delação de Palocci foi firmada porque os fatos narrados pelo ex-ministros envolvem políticos que gozam do foro privilegiado, e que, portanto, seus processos precisam tramitar no Supremo – o que inclui a autorização para a efetivação de acordos de colaboração premiada. O segundo acordo foi firmado com a Polícia Federal de Brasília. Nesta delação, Palocci descreve uma organização criminosa instaurada nos governos de Lula e Dilma Rousseff. As irregularidades envolvem fraudes no sistema financeiro nacional e em fundos de pensão. Nos bastidores, os depoimentos do ex-ministro – ao todo 23 – são apontados como preocupantes para empresas do setor financeiro nacional. O ministro Fachin já determinou a abertura de novos inquéritos com base nas falas de Palocci. Inicialmente, a defesa do Palocci havia tentado fechar o acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, mas os investigadores declinaram, sob alegação de falta de provas. Após a decisão do STF de permitir que a Polícia Federal também pudesse firmar acordos de colaboração – antes exclusividade do Ministério Público Federal –, os advogados do ex-ministro conseguiram um acordo com os policiais federais. A colaboração permitiu que Palocci obtivesse do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), na última quarta-feira (28), uma redução de pena de 12 anos e 2 meses para 9 anos e 10 dias e o direito de cumpri-la em regime semiaberto domiciliar. 

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