
O motorista terrorista antissemita que matou 11 pessoas e feriu 6 em uma sinagoga de Pittsburgh se declarou inocente nesta quinta-feira, 1º de novembro, das acusações federais que podem colocá-lo no corredor da morte. Robert Bowers foi indiciado em 44 crimes, que incluem homicídio, crime de ódio, obstrução da prática religiosa e outros. Nesta quinta-feira, ele fez sua segunda aparição, breve, em um tribunal federal. O massacre a tiros na sinagoga Árvore da Vida, no bairro de Squirrel Hill, em Pittsburgh, ocorreu no sábado 27. Autoridades dizem que Bowers, de 46 anos, avançou sobre os judeus durante e depois do atentado. Foi o maior ataque a judeus na história dos Estados Unidos. Funerais para as vítimas ocorreram durante toda esta semana. Desde o massacre, sites e fóruns utilizados por militantes da extrema direita americana estão cheios de mensagens antissemitas e racistas. A página Watchdog diz que o número de sites na internet e o vasto conteúdo publicado fazem com que palavras ofensivas dificultem o trabalho da polícia. Dias antes do ataque a tiros, uma coalizão de grupos propôs um framework (termo para definir uma estrutura em código) para reprimir o ódio online. Os organizadores esperam que as redes sociais adotem a proposta para evitar a disseminação de discurso de ódio, mas, até agora, nenhuma companhia anunciou planos.

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