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sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Procurador da Lava Jato diz que proposta de Sérgio Moro "não é movida por vaidade pessoal ou por interesses políticos"

Januário Paludo, procurador regional da República, integrante da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, afirmou nesta quinta-feira, 1, acreditar que a proposta do juiz federal Sérgio Moro que aceitou o convite para ser ministro da Justiça no governo Jair Bolsonaro (PSL), “não é movida por vaidade pessoal ou por interesses políticos”.

“A meu ver, aceitar assumir o Ministério da Justiça é uma atitude patriótica, corajosa e desapegada de interesses pessoais, típico de quem nunca mediu esforços ou sacrifício pessoal na árdua tarefa de combater a corrupção e o crime organizado neste país.” Paludo foi um dos procuradores do escândalo do Caso Banestado, que foi espécie de laboratório da Lava Jato e tinha Sérgio Moro como juiz. “Conheço o juiz Moro há quase 20 anos, com quem tive a honra de atuar em duas grandes operações”, afirmou o procurador, que integra o grupo dos mais experientes membros da Lava Jato, em Curitiba. Respeitado e temido por investigados e seus defensores, ele, originariamente, atua na segunda instância, na Procuradoria Regional da República da 4ª Região (PRR-4), e está em missão na capital paranaense desde o início da força-tarefa, em 2014. Para ele, a proposta de Moro “é fruto de um amadurecimento de ideias e princípios ao longo da carreira judicante”. “Ao meu ver, aceitar assumir o Ministério da Justiça é uma atitude patriótica, corajosa e desapegada de interesses pessoais, típico de quem nunca mediu esforços ou sacrifício pessoal na árdua tarefa de combater a corrupção e o crime organizado neste País".

Paludo é o procurador que investigou o caso do sítio de Atibaia (SP), um dos dois processos penais ainda abertos em Curitiba, na 13ª Vara Federal contra o bandido corrupto, ladrão, lavador de dinheiro, chefe da organização criminosa petista e presidiário Lula, que está condenado a 12 anos e um mês de prisão no caso do triplex do Guarujá (SP) e preso desde o dia 7 de abril.

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