O presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou nesta segunda-feira (26) o nome do general Carlos Alberto Santos Cruz para a chefia da Secretaria de Governo. Com a nomeação, e se somada ainda ao general Hamilton Mourão, vice-presidente, os militares ocuparão três cargos-chave no Planalto, tornando-se o grupo com maior densidade política na Presidência. Ainda não há uma definição sobre quais atividades o militar vai assumir à frente do cargo. Pela estrutura atual, a Secretaria de Governo é responsável pela articulação política com o Congresso, como a votação de pautas de interesse do Executivo. De acordo com pessoas próximas a Bolsonaro, a próxima gestão pode modificar as atribuições da pasta. Uma possibilidade é retirar da Casa Civil a coordenação do governo, e passar a tarefa para a Secretaria-Geral. Por outro lado, a articulação ficaria com a primeira pasta, que será chefiada pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que até o momento acumulava as duas funções. O gesto de Bolsonaro é visto como um esvaziamento de poder de Onyx, alvo de críticas por parte de deputados aliados tanto do PSL de Bolsonaro quando do próprio DEM, ao qual é filiado.
Santos Cruz e Bolsonaro são amigos desde os tempos em que ambos eram do Exército. Eles foram pentatetlas juntos e, segundo pessoas próximas, desenvolveram uma relação de amizade e confiança, por isso a decisão de trazê-lo para perto, em um cargo no Palácio do Planalto. O presidente eleito é capitão reformado do Exército e abrigará no Planalto os seguintes generais: além de Mourão e Santos Cruz, o general Augusto Heleno ocupará o Gabinete de Segurança Institucional. Para a Esplanada, Bolsonaro chamou ainda o general Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e o tenente-coronel Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia). O futuro ministro da Secretaria de Governo já atuou como comandante das forças da ONU no Haiti e no Congo.
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