
A campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) apresentou na terça-feira (30) ao Tribunal Superior Eleitoral um gasto adicional de R$ 535 mil com a AM4 Brasil Inteligência Digital LTDA, o que torna a empresa, de acordo com os dados divulgados até agora, a maior prestadora de serviços da candidatura do capitão reformado. A data da contratação da empresa é 22 de agosto. De acordo com sua prestação de contas, Bolsonaro declara ter desembolsado R$ 115 mil com ela no primeiro turno para "criação de site de campanha e mídias digitais". Agora, afirma ter injetado mais R$ 535 mil a título de "aditivo 2º turno consultoria marketing/mídias digitais". A empresa afirmou que tinha apenas 20 pessoas trabalhando na campanha. "Quem faz a campanha são os milhares de apoiadores voluntários espalhados em todo o Brasil. Os grupos são criados e nutridos organicamente", afirmou Marcos Aurélio Carvalho, um dos donos da empresa. Na época, ele afirmou que a empresa mantinha apenas grupos de WhatsApp para denúncias de fake news, listas de transmissão e grupos estaduais. Por meio de sua assessoria de imprensa, a AM4 afirmou que não contratou impulsionamento de conteúdo na internet e que maior pagamento recebido, de R$ 535 mil, se deve ao aumento de seu trabalho no segundo turno, "quando o candidato passou a ter tempo de rádio e TV e a AM4 também passou dirigir os filmes da campanha". "Em nenhum momento foi necessário impulsionar conteúdo na internet porque isso acontecia de forma orgânica", disse a empresa, que listou ponto a ponto os serviços que afirma ter prestado à campanha.
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