Na véspera da eleição presidencial, Jair Bolsonaro (PSL) cresceu três pontos porcentuais e chegou a 41% das intenções de votos válidos na pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada na noite deste sábado, 6. O petista Fernando Haddad tem 25% dos válidos, três pontos a menos do que na pesquisa anterior, divulgada na quarta-feira. Para vencer no primeiro turno, Bolsonaro precisaria de 50% dos votos válidos mais um – ou seja, isso só seria possível com a conquista de mais nove pontos porcentuais no dia da votação. Como há uma margem de erro na pesquisa, é possível que Bolsonaro já esteja com 44% dos votos válidos, podendo resolver a eleição já neste domingo, no primeiro turno.
Em um segundo turno, se ele ocorresse neste momento, o placar seria de 52% a 48% para Bolsonaro na disputa contra Haddad, nos votos válidos. Como a margem de erro é de dois pontos porcentuais, há empate técnico no limite da margem de erro. Isso significa que há uma pequena chance de eles estarem empatados, mas a maior probabilidade é que o candidato do PSL esteja na frente. Com a polarização entre Bolsonaro e Haddad, seus principais adversários não tiveram espaço para crescer na reta final: Ciro Gomes oscilou de 12% para 13% dos válidos e ficou com pouco mais da metade da votação de Haddad. Geraldo Alckmin (PSDB) se manteve com 8%, e Marina Silva (Rede) caiu de 4% para 3%. Nos votos totais, ou seja, levando-se em conta os brancos e nulos, Bolsonaro subiu quatro pontos desde a quarta-feira, de 32% para 36%, enquanto Haddad caiu de 23% para 22%. Na simulação de segundo turno com votos totais, o candidato do PSL teria 45%, e o do PT, 41%. Nulos e brancos seriam 12%, e os indecisos, 3%.
A rejeição a Bolsonaro e a Haddad permaneceu no mesmo patamar da pesquisa anterior. Enquanto a do candidato do PSL oscilou de 42% para 43%, a do petista passou de 37% para 36%. Atrás deles, a maior rejeição é a de Marina Silva, em quem 22% dos eleitores não votariam “de jeito nenhum”.
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