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terça-feira, 9 de outubro de 2018

Direção comunista do Simers utiliza a máquina do sindicato para fazer médicos acreditarem que não há corrupção na entidade; ouça as gravações de Paulo Argolo Mendes com o relato das ilegalidades encobertas

Após o choque gerado pela abrupta renúncia de Paulo Argolo Mendes da presidência do Simers - Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul, consequência de publicação por Videversus de matéria com gravação de conversas altamente comprometedoras dele e com outras figuras da entidade, a atual direção, sob comando da médica Maria Rita de Assis Brasil, voltou à carga como se toda corrupção e utilização em benefício próprio da máquina sindical tivesse sido afastada. A comunista Maria Rita, filiado ao PSOL, está ocupando ilegalmente a direção do sindicato, contrariando o disposto no regimento do Simers, que prevê a inabilitação do presidente renunciante por três anos e a convocação de assembléia extraordinária para eleger um substituto. Ou seja, o regimento não prevê a posse da vice no caso de renúncia do titular. 


A comunista Maria Rita tomou duas ou três iniciativas, como a de demitir o funcionário "Nereu", que era o grande operador de Paulo Argolo Mendes nos 20 anos em que este ficou na direção do Simers, e também teria rompido o contrato com o escritório de advocacia de "Ricardo". Videversus não consegue saber os motivos da direção do sindicato para estas decisões porque a direção simplesmente se nega a dar informações, nos pedidos encaminhados por meio da assessora de imprensa, Patricia Comunello.


A principal estratégia da comunista Maria Rita de Assis Brasil é tentar passar aos médicos filiados, de todo o Rio Grande do Sul, que tudo está normal, que as pessoas que cometeram deslizes graves já foram afastadas do Simers e que o processo eleitoral prossegue na maior naturalidade. Ou seja, é como se as conversas de Paulo Argolo Mendes, reveladas por Videversus, contendo relatos de ilegalidades muito sérias, como o desfalque encoberto de mais de 2 milhões de reais, desenvolvido de forma contínua por mais de dois anos, não tivessem acontecido. Por isso Videversus publica de novo os links para que os médicos do Rio Grande do Sul e a população gaúcha em geral tome conhecimento do que acontecia de verdade no Simers. Atenção, é importante destacar que, nas conversas de Paulo Argolo Mendes, fica evidente o comprometimento também da atual presidente do Simers, Maria Rita de Assis Brasil. Ela sabia do desfalque cometido no sindicato, comunicada pelo próprio presidente.E se comprometeram os sete que sabiam do fato a mantê-lo escondido, para que não ocorresse um "desastre eleitoral", como é qualificado o fato por Paulo Argolo Mendes na gravação. 

Mais do que isso: Maria Rita de Assis Brasil assinava, mensalmente, os cheques para os TEDs com os quais se consumava o desfalque, desvio de recursos do sindicato, vale dizer, desvio de dinheiro que sai do bolso dos médicos gaúchos. Veja abaixo cópia de cheque assinado por Maria Rita de Assis Brasil. A partir desses cheques era consumado o desfalque no Simers, no pagamento mensal de contas dos médicos. Videversus tem cópias de muitos desses cheques.


Clique nos links abaixo para você ouvir a integra das conversas de Paulo Argolo Mendes revelando ilegalidades cometidas na sua administração e de Maria Rita de Assis Brasil no Simers:


Os links acima dizem respeito à gravação inteira (um dos links), que é muito longa, e os outros referem-se a conversas sobre assuntos específicos, como o desfalque e a necessidade de encobrí-lo. Não deixe de ouví-los, porque você saberá com toda certeza como era e continua a ser dirigido o sindicato dos médicos gaúchos. A verdade faz bem à saúde. 
 
As conversas começam no ponto de 1h49m12. Na altura de 1h53m, tem início uma conversa com pessoal do Banco do Brasil, com a apresentação de videos institucionais. Depois disso ocorre o almoço. São feitos elogios aos serviços do Simers

2h26 - Paulo Argolo Mendes se compare a Bill Gates

2h50 - referência à Churrascaria Fogo de Chão

3h11 - Argolo Mendes diz que contou uma piada para a jornalista Rosane de Oliveira e que ela se divertiu muito.

4h04 - Luiz lembra da relação com Argolo Mendes que meio complicada

4h14 - O Banco do Brasil oferece serviços baratos ao sindicato, seguro de frota, seguro de vida, vale alimentação, sobretudo planos de previdência, surge a informação de que o sindicato gasto 38 mil reais por ano em seguros para os veículos

4h15m40 - assunto Previdência

4h18 - Argolo Mendes fala sobre a parceria com a Unicred em relação à fiança que o sindicato dá aos empréstimos contraídos pelos médicos

4h23m27 - conversa sobre plano de previdência

4h27 - Luis lembra que o sindicato precisa ser remunerado

4h34 - Luiz diz que o cara é o Nereu

4h35 - Luiz lembra que o Simers tem que ser remunerado

4h38m51 - Luiz diz: "Nós não assinamos um contrato, assinamos um termo de ajustamento".

4h43 - termina a reunião com o Banco do Brasil

5h00 - Nereu pede para falar com Paulo Argolo Mendes enquanto não chega o advogado Ricardo

5h04m09 - Paulo Argolo Mendes e Nereu falam sobre a funcionária Flavia, encarregada do marketing do sindicato, e decidem que ela será demitida e terceirizada, passando a receber por meio da agência de publicidade Martins & Andrade, e que ela responderá diretamente ao presidente do Simers, devendo continuar a receber salário até a contratação de nova funcionária em seu lugar.

5h12m09 - chega o advogado Ricardo

5h13 - falam sobre o problema com o Carlos, comentam que provavelmente o Vitor esteja envolvido, porque não era possível não ter percebido nada, até porque ele era o responsável pelo controle, e os maiores valores foram desviados enquanto o Vitor ainda estava no sindicato; é a questão do desfalque na contabilidade do Simers, nos pagamentos via transferidas eletrônicas com agência lotérica.

5h14 - comentário sobre como era possível a Caixa Econômica Federal devolver valores e fazer o envio em moeda sonante, via motoboy; levantada a hipótese de que o motoboy também estaria envolvido na operação de desfalque. Advogado comenta que a obrigação de investigar seria da Polícia Federal, pelo fato de estar envolvida a Caixa Econômica Federal, órgão federal, e uma concessionária sua, a lotérica. 

5h15m50 - o advogado Ricardo pergunta: "Como é que nós vamos esconder isso?" E propõe a instauração de uma sindicância interna. Paulo Argolo Mendes rechaça imediatamente esta hipótese, porque, segundo ele, daí irão aparecer outras coisas; e comenta: "Se a Polícia Federal sabe disso é um horror. Depois que a Polícia Federal entra......". 

5h19m31 - Paulo Argolo Mendes diz: "O potencial eleitoral disto é terrível". E acrescenta, sobre o funcionário da tesouraria envolvido no desfalque: "Ele não pode saber que nós temos medo de levar isto adiante". Continua no comentário: "Como é que o cara que o cara que tá dirigindo o sindicato não percebeu isto? Deixou levar 2 milhões debaixo do seu nariz, e este é o caro que tá cuidando do dinheiro do sindicato. Não tem como explicar isto". 

5h34 - "Temos que pedir para o Luis (da consultoria paulista contratada, que descobriu o desfalque) produzir um relatório específico, separado do relatório principal. Deixar fora". 

5h35 - Paulo Argolo Mendes constata: "É uma arma contra nós". 

5h36 - Paulo Argolo Mendes e o advogado Ricardo passam a falar sobre Marquinhos, filho de Argolo, e seu desquite, como enganar a ex-mulher para não dividir patrimônio e outras coisas do gênero. Paulo Argolo Mendes diz: "Depois que a mulher dele voltou para Cuba, a casa que eu tenho eu doei para os meus filhos, fiquei com o usufruto....". E faz uma série de comentários sobre a decadência de Cuba, a sujeira da cidade, "uma coisa deprimente". 

5h49 - o advogado Ricardo diz que precisa falar nesse momento sobre uma dificuldade mensal para justificar recursos recebidos: "Eu tenho enfrentado uma dificuldade mensal naquela contraprestação".

5h51m50 - Paulo Argolo Mendes comenta que paga tudo em dinheiro, "porque se eu pagar em chege fica tudo....". E acrescenta: "Então eu saco duas vezes por semana da minha conta cinco mil reais". Ou seja, 10 mil por semana, 40 mil reais por mês....

5h56 - Nereu diz para o advogado Ricardo: "Tu vai fazendo audiências". E Paulo Argolo Mendes comenta: "Bem, diminuímos o prejuízo.... diminui 10 meu, diminui 10 teu...". É uma conversa cifrada, que parece envolver ganhos com processos, com o advogado parecendo querer diminuir seus ganhos para não dar na vista, e o presidente do sindicato resistindo. 

5h57 - Paulo Argolo Mendes fala claramente que a escolha do escritório de advocacia incluiu essa questão. 

5h58 - entra em pauta na conversa o assunto delicadissimo, o que fazer com o "estoque de dinheiro". O advogado Ricardo diz: ".... estoque de dinheiro.... Isto aqui (provavelmente dinheiro vivo) nós temos que guardar tudo aqui". Paulo Argolo Mendes dá a ordem: "Tu vai passando pro Nereu e o Nereu vai transferindo continuamente... se tu receber um valor maior tu vai adiantando....."

6h02 - O advogado Ricardo fala sobre "malas de dinheiro". E acrescenta: "Dólares tu não quer, né? Dificuldade de trocar..... doleiros..... terceiros...... Estacionamento..... o melhor é estacionamento para lavar dinheiro, só não pode pegar um terreno de fundos".

6h16 - Paulo Argolo Mendes comenta: "É um capital imobilizado, mas seguro. Só não pode pegar um valor absurdo". Ou seja, é uma conversa sobre lavagem de dinheiro, como guardar dinheiro desviado e seu origem legal. 

6h21m37 - o advogado Ricardo propõe que cada médico filiado ao sindicato pague 50 reais mensais e tenha garantia de não pagar nada em caso de condenação judicial. Paulo Argolo Mendes diz que convenceu os sindicalizados que seguro era ruim, que o bom mesmo era se associar ao Simers para ter acesso ao atendimento jurídico, e que não teria como se desdizer a esse respeito.

6h24m - o advogado Ricardo insiste com a mensalidade de 50 reais por médico. E comenta: "Imagina 5.000 médicos pagando R$ 50,00 por mês. Isto dá 250 mil por mês. Dai vamos ter que comprar campo, gado..... montar uma empresa, uma sociedade anônima, montar uma SA com sede em Brasília, pegando Bahia, Tocantins...."

6h27m56 - o advogado Ricardo diz a Paulo Argolo Mendes que pode garantir que nos primeiros quatro anos ninguém será condenado em nenhum processo, portanto todo o dinheiro arrecadado significará um enorme monte, algo como mais de 10 milhões de reais. 

6h34 - Paulo Argolo Mendes sobre sobre as eleições no sindicato, sobre a data em que deve lançar o edital, e diz acreditar que não haverá chapa de oposição, porque não haveria nenhum médico com estatura para costurar e lançar uma chapa. 

6h37 - Paulo Argolo Mendes comenta: "Eu não vejo ninguém com tamanho para constituir uma chapa. Se não inscreve uma segunda chapa até o dia 15 de setembro nós estamos livres. Podemos fazer o que quiser. E aí o que tiver que fazer tem que fazer no início. Porque, se der errado, dá tempo do cara esquecer até a próxima eleição". Nesse momento o advogado Ricardo fala que tem que rasgar o documento sobre o qual discutiam valores e se ouve o barulho de um picotador de papel. 

6h41 - Paulo Argolo Mendes diz: "Ficou amarrado então que mantemos o mesmo valor, a gente vai fazendo uma poupança.... não, não tem nada escrito em lugar nenhum, estou esperando a médio prazo tirar o Nereu".

6h44 - Paulo Argolo Mendes fala sobre a alternativa de "criar gado" para a lavagem de dinheiro. 

6h45m55 - Paulo Argolo Mendes diz que seus filhos não sabem de nada do que faz, nem a sua mulher. 

6h46m53 - o advogado Ricardo vai embora. Paulo Argolo Mendes e Nereu ficam conversando, fazendo planos. Argolo comenta que seu filho Marquinhos comprou um trailer e o coloca em frente à casa dele na praia. Argolo comenta que os filhos assinaram um documento, passando a firma para ele, Argolo, mas que, por enquanto, o filho Paulinho continua assinando os documentos. E que, quando for conveniente, trocarão de posição. E falam os dois sobre a possibilidade de acatar a sugestão do advogado Ricardo e começar a comprar campo. Argolo fala em colocar o gado inicialmente nos campos do advogado Ricardo. Mas, Nereu sugere que ambos comprem campo. 

Estas gravações já são de conhecimento da Polícia Federal e do Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul. A verdade faz bem à saúde. 

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