O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro denunciou dez pessoas pelos crimes de dispensa de licitação e peculato – crime de roubo praticado por funcionário público - na Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ). Segundo os procuradores, o prejuízo aos cofres públicos ultrapassou R$ 46 milhões. O esquema teria a participação de servidores públicos e de executivos da CDRJ, do diretor-presidente da Fundação Franco Brasileira de Pesquisa e Desenvolvimento (Fubrás) e de sócios da empresa Gestão Tributária Contabilidade e Auditoria (GDN). As investigações identificaram que a Fubrás foi contratada irregularmente com dispensa de licitação para prestar serviços de consultoria no levantamento de créditos e benefícios tributários para a CDRJ. Entre outros pontos, a Fubrás e a CDRJ não conseguiram comprovar os requisitos para a dispensa de licitação previstos na Lei nº 8666/93. Em razão de outras irregularidades já praticadas, havia inclusive uma ação de extinção da Fubrás proposta pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios em 2006. Além disso, foram observadas outras irregularidades no contrato, como a inexistência de um projeto básico delimitando as atividades que seriam praticadas pela contratada. As investigações ainda identificaram que o contrato não estimou o custo em unidades e que a contratação foi feita sem disponibilidade orçamentária.
“Como se tratava de um contrato de êxito, só deveria haver pagamentos à Fubrás após a efetiva existência de benefícios decorrentes da atuação desta para a Companhia Docas do Rio de Janeiro. No entanto, além das diversas irregularidades verificadas nesta contratação, houve pagamentos vultosos sem a comprovação de qualquer benefício, caracterizando o desvio de recursos públicos para a Fubrás”, explicou o procurador Rodrigo da Costa Lines, autor da denúncia.
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