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quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Eduardo Guardia afirma que mercado de capitais será fundamental no financiamento à infraestrutura no Brasil

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse, nesta quarta-feira, 26, que o financiamento para o investimento em infraestrutura terá que vir, necessariamente, do mercado de capitais, em vez do Orçamento público. Em discurso na posse do novo diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Carlos Alberto Rebello Sobrinho, Guardia defendeu a atuação do órgão no desenvolvimento de novos instrumentos de mercado e ressaltou a importância da independência da autarquia para liderar esse movimento. "Temos um mercado de capitais transparente, que não deve nada a nenhum país do mundo", declarou o ministro. Guardia, que atendeu ao pleito dos funcionários da CVM ao indicar um ex-servidor para a diretoria, reconheceu a carência de recursos da autarquia para desempenhar suas atribuições. Afirmou, porém, que o órgão tem condições de zelar pelo funcionamento do mercado e destacou a importância da autorregulação desempenhada pelos agentes do mercado. "Tenho convicção de que vocês têm condições de zelar pelo funcionamento da instituição. Talvez não com os recursos financeiros suficientes, mas isso faz parte do desafio que todos nós estamos enfrentando", disse Eduardo Guardia. No começo deste ano, Guardia reativou o Grupo de Trabalho do Mercado de Capitais do Ministério da Fazenda, que conta também com a participação da CVM e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O novo diretor da CVM, Carlos Alberto Rebello Sobrinho, disse antes da cerimônia de posse que não teme pressão do próximo governo para substituição dos diretores da autarquia. Segundo Rebello, o órgão, que não tem status de agência reguladora, mas trabalha com mandatos fixos de cinco anos para os diretores, é muito técnico, o que historicamente o protege de interferências. 

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