
A Justiça mandou soltar o deputado estadual Mauro Savi (DEM), o ex-secretário-chefe da Casa Civil do Mato Grosso, Paulo Taques, e dois empresários, todos envolvidos em um esquema de desvio de R$ 30 milhões por meio de fraudes a licitação no Detran. Eles estavam presos desde 9 de maio, quando foi deflagrada a Operação Bônus, segunda fase da Operação Bereré. A ordem para soltar os investigados foi determinada pelo Órgão Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por 9 votos a 8. O desembargador José Zuquim, relator, vai estabelecer medidas cautelares aos acusados, que estavam recolhidos no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC). Entre as quatro restrições impostas aos réus está a obrigação de recollhimento noturno e nos dias de folga. Eles também não podem sair do País.
O Ministério Público sustenta que as fraudes se prolongaram de 2009 a 2018 e que uma parcela de recursos de um contrato com o Detran era "devolvida" na forma de propina a políticos e passava por um processo de lavagem – ocultação e dissimulação de patrimônio ilícito – por servidores da Assembleia Legislativa. Mauro Savi é apontado como "o dono do Detran", departamento sobre o qual mantém forte influência, segundo os investigadores. Na mesma sessão, o Pleno do Tribunal de Justiça do Mato Grosso abriu ação penal contra o deputado, o ex-chefe da Casa Civil e os empresários, denunciados pelo Ministério Público Estadual. Mauro Savi, Taques, seu irmão Pedro Jorge Taques os empresários José Kobori, Roque Anildo e Claudemir Pereira agora são réus.
A denúncia da Promotoria foi apresentada no dia 16 de maio contra 58 investigados, inclusive o ex-governador Silval Barbosa, que chegou a ser preso e fez delação premiada, e seu ex-chefe de gabinete, Silvio Araújo, além de mais seis deputados estaduais, inclusive Eduardo Botelho (DEM), atual presidente da Assembleia de Mato Grosso. O processo contra esse núcleo político tramita separadamente no Tribunal de Justiça do Mato Grosso, por decisão do relator José Zuquim.
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