Por 3 votos a 2, a Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu manter o ex-ministro José Dirceu em liberdade, até que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) julgue o recurso especial que o petista apresentou contra sua condenação na Lava Jato. Votaram nesse sentido os ministros Dias Toffoli (relator), Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Foram vencidos os ministros Edson Fachin e Celso de Mello. José Dirceu, que cumpria pena após ser condenado em segunda instância a 30 anos e 9 meses de prisão, foi solto em 26 de junho, quando a maioria da Segunda Turma lhe concedeu um habeas corpus de ofício (sem que a defesa pedisse). Na ocasião, a turma analisava uma reclamação feita pelos advogados que sustentou que José Dirceu não poderia cumprir pena porque o processo não havia transitado em julgado, uma vez que havia recursos pendentes nas instâncias superiores. O relator, ministro Dias Toffoli, votou pela improcedência da reclamação, pois o plenário do Supremo já decidiu que o cumprimento da pena pode começar após a condenação em segundo grau. No entanto, Toffoli decidiu dar um habeas corpus de ofício sob a justificativa de que havia chances de o recurso no STJ diminuir a pena..
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