O governo do Equador anunciou na quinta-feira (23) a criação de um corredor humanitário ao longo de seu território para que os venezuelanos que entrem no país sejam levados de ônibus até a fronteira com o Peru. A travessia, que se estende por 800 km e normalmente é feita à pé pelos imigrantes, contará com apoio policial. De acordo com o ministro do Interior equatoriano, Mauro Toscanini, haverá "sete pontos de controle policial ao longo do corredor humanitário". Desde o sábado passado, o Equador passou a exigir passaporte válido, e não apenas a carteira de identidade, para venezuelanos que tentam entrar no país. O Peru anunciou que vai adotar medida semelhante a partir deste sábado (25). O chanceler José Valencia afirmou que seu país está "frustrado" com a Venezuela pela falta de vontade política para solucionar a crise migratória. "Cremos que uma saída negociada é indispensável para a crise venezuelana. É desumano permitir que milhares de pessoas saiam do país como fruto de uma crise política, econômica e social", afirmou ele. O Equador convocou uma reunião envolvendo 12 governos da América do Sul e Central, em meados de setembro, para discutir como tratar o êxodo venezuelano de forma regional. Estão confirmadas as presenças de Brasil e Chile.
Nenhum comentário:
Postar um comentário