terça-feira, 14 de agosto de 2018

Compliance nas campanhas eleitorais, uma sugestão


Os candidatos a postos majoritários nas eleições de 7 de outubro, à Presidência da República, Senado Federal e governos estaduais deveriam adotar a figura do "compliance" em suas campanha eleitorais. "Compliance" é aquele(a) executivo(a) contratado para fazer cumprir as normas legais e regulamentares, as políticas e as diretrizes estabelecidas para o negócio e para as atividades da instituição ou empresa, bem como evitar, detectar e tratar qualquer desvio ou inconformidade que possa ocorrer. O termo "compliance" tem origem no verbo em inglês "to comply", que significa agir de acordo com uma regra, uma instrução interna, um comando ou um pedido. Os candidatos, no entanto, não deveriam contratar "compliance" como fez a megalixeira Estre Ambiental. A Estre Ambiental, desde que passou a ser investigada na Operação Lava Jato, a partir da denúncia do pagamento de propinas feitas pelo delator premiado Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, criou uma diretoria de "Compliance". Não serviu para nada, tanto que o "compliance" não viu nada da imensa fraude que era cometida debaixo de seu nariz pela Cavo, empresa controlada pela Estre Ambiental, no consórcio Soma, na limpeza de São Paulo. Foram desviados mais de 200 milhões sob o olhar complacente do "compliance". E tudo isso foi transferido, de maneira mascarada, para os acionistas que compraram as ações da empresa na bolsa Nasdaq, em Nova York.

Nenhum comentário: