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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Chefe genocida comunista do Khmer Vermelho diz que defendeu o Camboja de invasores

A revolução do Khmer Vermelho nos anos 1970 tinha como objetivo libertar o Camboja do colonialismo e proteger o país contra uma invasão do Vietnã, disse o ideólogo do partido, o genocida comunista Nuon Chea, ao depor em um tribunal nesta terça-feira, inaugurando sua defesa contra a acusação de genocídio. O depoimento foi o primeiro em que um líder do Khmer Vermelho defendeu as motivações do regime ultracomunista desde que o tribunal da ONU começou, no ano passado, a julgar casos relacionados à revolução sangrenta dos "campos de extermínio", que eliminou um quarto da população entre 1975 e 1979. O ex-presidente Khieu Samphan, o ex-ministro de Relações Exteriores Ieng Sary e o "Irmão Número Dois", Nuon Chea, são acusados de crimes contra a humanidade e crimes de guerra, além de genocídio. "Minha posição na revolução era para servir os interesses da nação e do povo", afirmou. "A opressão, a injustiça me motivou a dedicar a vida à luta pelo país. Eu tive de deixar minha família para trás para libertar a terra mãe do colonialismo e da agressão, e da opressão de ladrões que querem roubar nossa terra e varrer a Camboja da face dessa terra", disse ele ao tribunal. Promotores dizem que até 2,2 milhões de pessoas foram mortas sob o regime do comunista Khmer Vermelho, que foi obrigado a deixar o poder quando invadido pelo Vietnã, em 1979.

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