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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Inquérito da Polícia Federal sobre Banco PanAmericano aponta contato do petista Luiz Gushiken

O inquérito da Polícia Federal sobre o socorro ao Bamnco PanAmericano revela que o petista Luiz Gushiken manteve contato direto e frequente com o então presidente do banco, tanto em 2009, quando este teve 49% de seu controle adquirido pela Caixa Econômica Federal, como em 2010, quando veio à tona o rombo de R$ 4,3 bilhões na instituição criada por Silvio Santos. Entre os e-mails reproduzidos na peça policial, há um intitulado "igrejas evangélicas", no qual o ex-ministro de Lula pede a Rafael Palladino que as "reuniões de fechamento" com a 1ª Igreja do Evangelho Quadrangular de Paulínia e "outras congêneres" ocorram somente com sua "anuência" e "participação". Gushiken pretendia, segundo suas palavras, "evitar o by pass". O e-mail é de junho de 2010, cinco meses antes da quebra do banco. Embora tenha recebido respostas reasseguradoras, o petista voltou a escrever a Palladino em julho para se queixar: "Pergunto-lhe por que razão estou excluído das tratativas". O contexto da conversa sugere que se trate de contratos de crédito consignado. O ex-titular da Secom, que mesmo depois de deixar o governo no rastro do Mensalão do PT manteve influência sobre fundos de pensão, prestou ao Banco PanAmericano uma consultoria em bases jamais esclarecidas. Em e-mail de março de 2009, Palladino pede a subordinados a compra de um "brinde para o sr. Luiz Gushiken".

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