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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Forças de Gaddafi cortaram água de Trípoli


As forças leais ao ditador líbio, Muammar Gaddafi, em Sirte cortaram dois terços do abastecimento de água para Trípoli, segundo um relatório do escritório humanitário da União Européia. Há escassez de água na capital líbia, o que força as agências humanitárias a trazerem o produto em caminhões e barcos. O abastecimento hídrico da capital depende principalmente do "grande rio artificial" construído pelo governo de Gaddafi, que bombeia água das profundezas do deserto do Saara. "A válvula que permite a transferência de 200 mil metros cúbicos (por dia) do sistema leste fica em Sirte, e as forças de Gaddafi a mantêm fechada", disse o relatório. Outros 100 mil metros cúbicos diários chegam de 30 poços, mas a falta de água já obrigou a interrupção de uma rede secundária que abastece zonas rurais nos arredores de Trípoli. "Alguns subúrbios estão completamente sem água há três dias", afirmou o texto. Rupert Colville, porta-voz de direitos humanos da ONU, disse em Genebra que a interrupção do abastecimento de água pode eventualmente ser considerada um crime contra a humanidade.Trípoli sofre com falta d'água e de energia desde sábado enquanto os rebeldes passaram a controlar a maior parte da capital da Líbia e ainda lutam por cidades que continuam nas mãos das forças de Gaddafi. O lixo se acumula em pilhas fedorentas nas ruas. Em alguns distritos, as pessoas o incendeiam para espantar as doenças. O suprimento de energia é irregular e a água corrente é escassa. Dezenas de corpos em decomposição ainda estão no interior e nas cercanias do principal hospital de Abu Salim, abandonado pelo corpo médico durante os combates.

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