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quarta-feira, 25 de maio de 2011
Jean Wyllys pede que comunidade gay não vote mais em Dilma
O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) divulgou uma nota na tarde desta quarta-feira em que critica com veemência a decisão da presidente Dilma Rousseff de suspender a produção do "kit para o combate à homofobia nas escolas". Ele afirmou que a suspensão do programa (kit gay) é o preço pago por Dilma por ter aceito o apoio dos "representantes do fundamentalismo religioso" para barrar a "campanha subterrânea de difamação" a ela, quando era candidata à Presidência. "A presidenta é inteligente e sabe que os assassinatos brutais de homossexuais, que chegam a mais de 200 por ano, estão diretamente ligados aos discursos de ódio. A comunidade LGBT e pessoas de bom senso esperavam da presidenta um pouco mais de sensibilidade a esses dados, além de um mínimo de espírito republicano e vontade de proteger a todos e todas", disse Wyllys. O deputado gay afirmou esperar que a informação da suspensão tenha sido "mal divulgada" e que Dilma volte atrás na decisão. "Se a presidenta optar por ceder à chantagem - não há outro nome - dos inimigos da cidadania plena, fazendo de seu mandato um lamentável estelionato eleitoral, só me resta esperar que, na próxima eleição, os LGBTs e pessoas de bom senso despertem sua consciência política e lhe apresentem também sua fatura, não voto!" Ou seja, ele está também fazendo chantagem política explícita. Porém, talvez bem ineficaz. Ele, por exemplo, é deputado federal com míseros votos, menos de 10 mil. Isso quer dizer que gay não vota em gay? Ou gay não vota em gay explícito?
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Vitor Vieira Jornalismo
as
20:39:00
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