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segunda-feira, 15 de março de 2010

Assessor de Lula diz que Brasil não é ONG para se relacionar com dissidentes

O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, o clone de chanceler Marco Aurélio "Top Top" Garcia, afirmou na sexta-feira que "o governo brasileiro não é uma ONG" para se relacionar com os dissidentes do regime cubano. As declarações foram feitas durante uma coletiva de imprensa em São Paulo, como uma resposta a questionamentos sobre os motivos que levaram o presidente bolivariano Lula a não abordar publicamente a questão dos direitos humanos durante sua visita a Cuba, no último dia 24 de fevereiro. "Nós nos relacionamos com o governo de Cuba, com o governo da Colômbia... não nos relacionamos com dissidentes nem em Cuba nem em outros lugares", disse ele. E acrescentou: "O governo brasileiro não é uma ONG, encara a questão de maneira responsável, e essa forma de tratamento tem ônus e tem bônus". Marco Aurélio "Top Top" Garcia ainda minimizou as declarações que o presidente Lula deu à agência de notícias Associated Press, quando afirmou que a greve de fome (forma de protesto tem sido utilizada por diversos dissidentes cubanos) "não pode ser usada como um pretexto de direitos humanos para libertar as pessoas", e comparou os dissidentes e presos políticos cubanos com bandidos. Para Marco Aurélio "Top Top" Garcia, o comentário do presidente foi "lateral" e "não reflete de maneira nenhuma a posição que o Brasil tem em relação a Cuba e aos direitos humanos": "Eu entendo que os jornais tenham aproveitado isso para fazer ilações que não têm nenhuma procedência". Este camarada foi editor de Internacional do jornal Zero Hora, em Porto Alegre. No fim da década de 60, quando começaram a "cair" os dirigentes do antigo POC (Partido Operário Comunista), do qual ele era dirigente, saiu correndo da capital gaúcha, com sua mulher se lamentando que iriam deixar os "canapés" para trás na casa que recém haviam montado na rua Barros Cassal. Depois do Chile, foi para Paris. De lá, como dirigente da 4ª Internacional trotskista, comandou o envio de companheiros para militância na Argentina, no ERP (Exército Revolucionário Popular). Dois desses casos foram os dois militantes gaúchos Flavio Koutzii e Maria Regina Pilla. Marco Aurélio "Top Top" Garcia sempre foi valente assim, de longe. Era de mandar os outros para confrontos armados, mas ele próprio não se arriscava. Por aí dá para entender o personagem.

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