Para além dos barcos de pesca, das casas confortáveis e dos tanques de combustível diesel que marcam a aldeia esquimó de Tooksook Bay, na costa do Mar de Bering, três imensas turbinas eólicas se erguem por sobre a tundra. Uma das paisagens mais ásperas dos Estados Unidos está se provando terreno fértil para a energia ecológica. À medida que aumenta o interesse por formas mais limpas de geração de energia em todo o país, o Alasca rapidamente se torna um campo de testes para novas tecnologias e vem oferecendo uma improvável experiência de apoio à energia renovável em um Estado produtor de petróleo. Os defensores da energia renovável dizem que o Alasca, com suas costas expostas a ventos fortes, seus rios inexplorados e seus grandes recursos em força das marés e das ondas, poderia rapidamente se tornar um líder nacional no campo da energia renovável. O Estado gera quase 24% de sua eletricidade de fontes renováveis (quase exclusivamente hidrelétricas) e a governadora Sarah Palin anunciou no mês passado que seu objetivo era chegar aos 50% até 2025. A Associação Elétrica de Kotzebue, no noroeste do Alasca, foi a primeira a demonstrar o valor da energia eólica para projetos em larga escala de energia, em 1997. Desde então, nove outras comunidades rurais instalaram turbinas e há dezenas de outras contemplando projetos. Uma revisão estadual concluída em 2008 determinou que a energia eólica era técnica e talvez financeiramente viável em mais de 100 aldeias do Alasca, de acordo com Martina Dabo, a coordenadora de programas de energia eólica na Autoridade de Energia do Alasca, uma organização pública que tem por missão reduzir o custo da energia. A Northern Power Systems, uma empresa fabricante de turbinas eólicas em Barre, Vermont, vem aproveitando o novo interesse do Alasca no vento. A empresa projetou sua turbina de 100 kilowatts para operação no Polo Sul, que não é um grande mercado, mas agora tem turbinas em oito aldeias do Alasca, incluindo Tooksook Bay.Assine Vitor Vieira Jornalismo
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Turbinas eólicas fornecem energia ecológica no Alasca
Para além dos barcos de pesca, das casas confortáveis e dos tanques de combustível diesel que marcam a aldeia esquimó de Tooksook Bay, na costa do Mar de Bering, três imensas turbinas eólicas se erguem por sobre a tundra. Uma das paisagens mais ásperas dos Estados Unidos está se provando terreno fértil para a energia ecológica. À medida que aumenta o interesse por formas mais limpas de geração de energia em todo o país, o Alasca rapidamente se torna um campo de testes para novas tecnologias e vem oferecendo uma improvável experiência de apoio à energia renovável em um Estado produtor de petróleo. Os defensores da energia renovável dizem que o Alasca, com suas costas expostas a ventos fortes, seus rios inexplorados e seus grandes recursos em força das marés e das ondas, poderia rapidamente se tornar um líder nacional no campo da energia renovável. O Estado gera quase 24% de sua eletricidade de fontes renováveis (quase exclusivamente hidrelétricas) e a governadora Sarah Palin anunciou no mês passado que seu objetivo era chegar aos 50% até 2025. A Associação Elétrica de Kotzebue, no noroeste do Alasca, foi a primeira a demonstrar o valor da energia eólica para projetos em larga escala de energia, em 1997. Desde então, nove outras comunidades rurais instalaram turbinas e há dezenas de outras contemplando projetos. Uma revisão estadual concluída em 2008 determinou que a energia eólica era técnica e talvez financeiramente viável em mais de 100 aldeias do Alasca, de acordo com Martina Dabo, a coordenadora de programas de energia eólica na Autoridade de Energia do Alasca, uma organização pública que tem por missão reduzir o custo da energia. A Northern Power Systems, uma empresa fabricante de turbinas eólicas em Barre, Vermont, vem aproveitando o novo interesse do Alasca no vento. A empresa projetou sua turbina de 100 kilowatts para operação no Polo Sul, que não é um grande mercado, mas agora tem turbinas em oito aldeias do Alasca, incluindo Tooksook Bay.
Postado por
Vitor Vieira Jornalismo
as
00:30:00
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Nenhum comentário:
Postar um comentário