Agora acabou o jogo de simulação. Nesta sexta-feira, o procurador geral do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, Geraldo Costa da Camino, ingressou com representação na Corte pedindo o indiciamento de seu presidente, conselheiro João Luiz Vargas, e o seu concomitante afastamento da presidência da Casa. Geraldo Costa da Camino quer que a representação seja enviada ao Superior Tribunal de Justiça, para que seja autorizada e aberta a investigação de ligação de João Luiz Vargas com as fraudes do Detran, que causaram um prejuízo de mais de 45 milhões de reais para a autarquia gaúcha. O pedido de afastamento de João Luiz Vargas, e de envio da representação para investigação ao Superior Tribunal de Justiça, foi entregue por Geraldo Costa da Camino ao presidente em exercício do Tribunal de Contas, o conselheiro Porfírio Peixoto. Aliás, Porfírio Peixoto está sendo acusado também, de ser um grande nepotista, empregando boa parte de sua família por meio do famigerado mecanismo do nepotismo cruzado. A partir de agora, João Luiz Vargas terá 15 dias para apresentar sua defesa. A representação do procurador Geraldo Costa da Camino irá à apreciação dos conselheiros na sessão do pleno marcada para o dia 28. Na sua representação, o arecer, o procurador-geral Geraldo Costa da Camino aponta candentes indícios de que as empresa Pensant Consultores, de José Fernandes, apontado como o grande cérebro da fraude contra o Detran, e IGPL, que teve como sócio o próprio João Luiz Vargas (além dos membros da família Fernandes, é claro), possuem "profunda identidade". A representação ainda menciona fatos como a visita que João Luiz Vargas fez a José Fernandes no dia 9 de abril, em seu apartamento. Para o procurador Geraldo Costa da Camino, houve "violação de deveres éticos de isenção, imparcialidade e zelo pela probidade administrativa". O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul é um órgão minado pelos partidos que dominam a cena política do Rio Grande do Sul nos últimos 30 anos, e que se consorciaram na divisão do poder. Entre outras coisas, um concurso para admissão de funcionários de nível médio está suspenso, por suspeita de fraude na sua execução. O tribunal não tem coragem para anular o concurso, no qual passaram nos primeiros lugares CCs de destaque da Casa e familiares de pessoas do próprio tribunal. Também precisaria ser revisado com urgência o famigerado programa de qualidade, que engessou a atividade da auditoria externa, o que é muito conveniente para os conselheiros políticos que defendem os interesses de seus antigos correligionários. Assine Vitor Vieira Jornalismo
sábado, 12 de julho de 2008
Procurador Geraldo da Camino pede indiciamento do conselheiro João Luiz Vargas
Agora acabou o jogo de simulação. Nesta sexta-feira, o procurador geral do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, Geraldo Costa da Camino, ingressou com representação na Corte pedindo o indiciamento de seu presidente, conselheiro João Luiz Vargas, e o seu concomitante afastamento da presidência da Casa. Geraldo Costa da Camino quer que a representação seja enviada ao Superior Tribunal de Justiça, para que seja autorizada e aberta a investigação de ligação de João Luiz Vargas com as fraudes do Detran, que causaram um prejuízo de mais de 45 milhões de reais para a autarquia gaúcha. O pedido de afastamento de João Luiz Vargas, e de envio da representação para investigação ao Superior Tribunal de Justiça, foi entregue por Geraldo Costa da Camino ao presidente em exercício do Tribunal de Contas, o conselheiro Porfírio Peixoto. Aliás, Porfírio Peixoto está sendo acusado também, de ser um grande nepotista, empregando boa parte de sua família por meio do famigerado mecanismo do nepotismo cruzado. A partir de agora, João Luiz Vargas terá 15 dias para apresentar sua defesa. A representação do procurador Geraldo Costa da Camino irá à apreciação dos conselheiros na sessão do pleno marcada para o dia 28. Na sua representação, o arecer, o procurador-geral Geraldo Costa da Camino aponta candentes indícios de que as empresa Pensant Consultores, de José Fernandes, apontado como o grande cérebro da fraude contra o Detran, e IGPL, que teve como sócio o próprio João Luiz Vargas (além dos membros da família Fernandes, é claro), possuem "profunda identidade". A representação ainda menciona fatos como a visita que João Luiz Vargas fez a José Fernandes no dia 9 de abril, em seu apartamento. Para o procurador Geraldo Costa da Camino, houve "violação de deveres éticos de isenção, imparcialidade e zelo pela probidade administrativa". O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul é um órgão minado pelos partidos que dominam a cena política do Rio Grande do Sul nos últimos 30 anos, e que se consorciaram na divisão do poder. Entre outras coisas, um concurso para admissão de funcionários de nível médio está suspenso, por suspeita de fraude na sua execução. O tribunal não tem coragem para anular o concurso, no qual passaram nos primeiros lugares CCs de destaque da Casa e familiares de pessoas do próprio tribunal. Também precisaria ser revisado com urgência o famigerado programa de qualidade, que engessou a atividade da auditoria externa, o que é muito conveniente para os conselheiros políticos que defendem os interesses de seus antigos correligionários.
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Vitor Vieira Jornalismo
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