O ex-campeão mundial de xadrez e líder de oposição na Rússia, Garry Kasparov, denunciou na quinta-feira as tendências ditatoriais do presidente russo, Vladimir Putin, assim que foi posto em liberdade. Kasparov, que foi preso por liderar uma manifestação contra o governo, alertou para um processo ditatorial em curso no país. "O regime está em uma fase muito perigosa e assume tintas de ditadura", declarou Kasparov. Ele disse não ter motivos "para se queixar" de suas condições de detenção, mas lamentou não ter sido autorizado a receber visita, nem a de seus advogados. "Estive completamente isolado do mundo exterior", declarou. As autoridades proibiram também que ele fosse visitado por seu ex-rival de tabuleiro, Anatoli Karpov, atualmente membro do partido Câmara Cívica da Rússia. Apesar de sua detenção, Kasparov confessou não ter se deixado "desanimar" em sua "determinação de combater este regime". "Sinto o dever de continuar porque não existe só Garry Kasparov mas também muita gente sem a sorte de poder atrair a atenção dos meios de comunicação", acrescentou. Kasparov se referia aos mais de 200 opositores detidos durante os protestos em São Petersburgo do último fim de semana, a uma semana das eleições legislativas que, segundo as pesquisas, serão ganhas pelo partido de Putin, o Rússia Unida. O ex-campeão de xadrez, de 44 anos, foi detido no sábado passado por ter participado de uma manifestação proibida em Moscou. Ele já tinha sido preso em abril em uma situação similar. "Na primeira vez, fui condenado a uma multa. Desta vez, foram cinco dias de prisão. Na próxima, será uma acusação criminal por extremismo”, denunciou Kasparov.Assine Vitor Vieira Jornalismo
sábado, 1 de dezembro de 2007
Kasparov sai da prisão e ataca governo de Putin
O ex-campeão mundial de xadrez e líder de oposição na Rússia, Garry Kasparov, denunciou na quinta-feira as tendências ditatoriais do presidente russo, Vladimir Putin, assim que foi posto em liberdade. Kasparov, que foi preso por liderar uma manifestação contra o governo, alertou para um processo ditatorial em curso no país. "O regime está em uma fase muito perigosa e assume tintas de ditadura", declarou Kasparov. Ele disse não ter motivos "para se queixar" de suas condições de detenção, mas lamentou não ter sido autorizado a receber visita, nem a de seus advogados. "Estive completamente isolado do mundo exterior", declarou. As autoridades proibiram também que ele fosse visitado por seu ex-rival de tabuleiro, Anatoli Karpov, atualmente membro do partido Câmara Cívica da Rússia. Apesar de sua detenção, Kasparov confessou não ter se deixado "desanimar" em sua "determinação de combater este regime". "Sinto o dever de continuar porque não existe só Garry Kasparov mas também muita gente sem a sorte de poder atrair a atenção dos meios de comunicação", acrescentou. Kasparov se referia aos mais de 200 opositores detidos durante os protestos em São Petersburgo do último fim de semana, a uma semana das eleições legislativas que, segundo as pesquisas, serão ganhas pelo partido de Putin, o Rússia Unida. O ex-campeão de xadrez, de 44 anos, foi detido no sábado passado por ter participado de uma manifestação proibida em Moscou. Ele já tinha sido preso em abril em uma situação similar. "Na primeira vez, fui condenado a uma multa. Desta vez, foram cinco dias de prisão. Na próxima, será uma acusação criminal por extremismo”, denunciou Kasparov.
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