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quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Renan diz que vai aguardar uma data de julgamento para definir a sua renúncia

O presidente licenciado do Senado Federal, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta terça-feira que só vai se decidir sobre a prorrogação de sua licença ou a renúncia definitiva do cargo depois que a data da votação do seu processo de cassação em plenário for marcada pelo presidente interino da Casa, senador Tião Viana (PT-AC). Renan evitou adiantar sua decisão, apesar de o prazo de 45 dias de licença terminar na próxima segunda-feira. "Eu não quero nada que me ajude, quero provar minha inocência. Quero um encaminhamento justo, humano. Eu vou aguardar que digam o calendário porque, só depois disso, vou dizer o que vou fazer", desconversou ele. O senador disse não compreender a postura da oposição em adiar a votação do seu processo de cassação no plenário da Casa. Segundo Renan, o DEM e o PSDB foram os primeiros a defender que o processo entrasse na pauta do Senado no início de novembro, motivo que o levou a se afastar por somente 45 dias do comando da Casa. "Esse processo de marcar data e desmarcar é sobretudo desumano. Tentar compreender esse processo é uma coisa meio louca. Tirei licença com pelo menos 20 dias de folga para retornar à presidência depois da votação do processo em plenário", afirmou. Com o adiamento da votação do processo de cassação no plenário, Renan Calheiros decidiu não encaminhar nesta semana a sua defesa, por escrito, aos demais 80 senadores. Nesse processo, ele é acusado de usar "laranjas" para comprar um grupo de comunicação em Alagoas.

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