Nota oficial emitida pelo diretório regional do PSDB no Rio Grande do Sul, na sexta-feira, diz que "Lair Ferst não exerceu nenhum cargo de coordenação na campanha de Yeda Crusius para o governo do Estado no ano passado". O Palácio Piratini faz o mesmo "esclarecimento". Entretanto, é público e notório que Lair Ferst, que está preso no “Tio Patinhas”, prédio da Polícia Federal na Avenida Ipiranga, em Porto Alegre, acusado de envolvimento na fraude do Detran, era figura onipresente no comitê eleitoral e se apresentava como um dos coordenadores, o que foi testemunhado durante meses por centenas de jornalistas e fotógrafos. A parte em que Lair Ferst atuava se referia à logística (conseguir carros, inclusive caminhonetes, como a sua própria, para as carreatas da candidata Yeda Crusius, assim como veículos para a distribuição de material de campanha e de militantes) e também, especialmente, na captação de recursos financeiros. Até hoje são insistentes os rumores sobre uma magnífica casa que ele comprou, não para uso próprio. Na recente eleição para escolha da nova direção estadual do partido, no mês passado, ele emprestou a casa onde funcionou o comitê da chapa da presidente Zilá Breitenbach, da qual fez parte a governadora Yeda Crusius. Isso ficou evidente em nota divulgada pelo prefeito de Uruguaiana, Sanchotene Felice, que perdeu a eleição para Zilá: "Requeremos enérgicas providências de nossa direção partidária no Estado para explicar à opinião pública e aos filiados do PSDB no Rio Grande do Sul, as razões da prisão do senhor Lair Ferst, prestigiado e influente captador e coordenador financeiro das últimas campanhas do partido no Estado, principalmente na sua recente eleição para presidência do diretório estadual”. Assine Vitor Vieira Jornalismo
sábado, 10 de novembro de 2007
PSDB gaúcho rejeita seu financista Lair Ferst
Nota oficial emitida pelo diretório regional do PSDB no Rio Grande do Sul, na sexta-feira, diz que "Lair Ferst não exerceu nenhum cargo de coordenação na campanha de Yeda Crusius para o governo do Estado no ano passado". O Palácio Piratini faz o mesmo "esclarecimento". Entretanto, é público e notório que Lair Ferst, que está preso no “Tio Patinhas”, prédio da Polícia Federal na Avenida Ipiranga, em Porto Alegre, acusado de envolvimento na fraude do Detran, era figura onipresente no comitê eleitoral e se apresentava como um dos coordenadores, o que foi testemunhado durante meses por centenas de jornalistas e fotógrafos. A parte em que Lair Ferst atuava se referia à logística (conseguir carros, inclusive caminhonetes, como a sua própria, para as carreatas da candidata Yeda Crusius, assim como veículos para a distribuição de material de campanha e de militantes) e também, especialmente, na captação de recursos financeiros. Até hoje são insistentes os rumores sobre uma magnífica casa que ele comprou, não para uso próprio. Na recente eleição para escolha da nova direção estadual do partido, no mês passado, ele emprestou a casa onde funcionou o comitê da chapa da presidente Zilá Breitenbach, da qual fez parte a governadora Yeda Crusius. Isso ficou evidente em nota divulgada pelo prefeito de Uruguaiana, Sanchotene Felice, que perdeu a eleição para Zilá: "Requeremos enérgicas providências de nossa direção partidária no Estado para explicar à opinião pública e aos filiados do PSDB no Rio Grande do Sul, as razões da prisão do senhor Lair Ferst, prestigiado e influente captador e coordenador financeiro das últimas campanhas do partido no Estado, principalmente na sua recente eleição para presidência do diretório estadual”.
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