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sábado, 24 de novembro de 2007
Procurador envia documentos para investigações em São Paulo e Minas Gerais do valerioduto tucano
O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, encaminhou documentação ao Ministério Público Federal em Minas Gerais e em São Paulo para que sejam abertas novas investigações contra políticos e empresários que não contam com foro privilegiado. Entre os alvos da Procuradoria estão o secretário de governo de Aécio Neves (MG), Danilo de Castro, o publicitário Duda Mendonça, dirigentes do Banco Rural e o advogado Rogério Tolentino, suspeito de irregularidades quando foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral. Em relação a políticos que receberam recursos de Caixa 2 em 1998, Antonio Fernando disse que não há necessidade de aprofundamento das investigações, "pois os fatos estão prescritos". Danilo de Castro foi avalista de um empréstimo obtido pela SMP&B Comunicação, no Banco Rural, em novembro de 2004. "Coincidentemente, as empresas de Marcos Valério (SMP&B e DNA) venceram licitações para a publicidade do governo de Minas Gerais justamente com Danilo de Castro como secretário de Estado responsável pelo certame", escreveu o procurador. Segundo o procurador, há suspeitas de que Rogério Tolentino tenha recebido vantagem indevida de Marcos Valério, em troca de decisões favoráveis aos interesses eleitorais de Eduardo Azeredo. O procurador sugere que sejam apuradas as condutas dos comprovados beneficiários do valerioduto. Nesse caso, ele cita Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes.
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