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terça-feira, 13 de novembro de 2007

Petrobras com problemas para aumentar produção em suas novas plataformas

Uma semana depois de anunciar a descoberta de uma grande jazida de petróleo em profundidades até agora não exploradas, a Petrobras admitiu nesta terça-feira que enfrenta problemas para aumentar sua produção com novas plataformas marítimas já ancoradas em bacias tradicionais. De janeiro a setembro de 2007, a produção média de petróleo e Líquido de Gás Natural (LGN) da empresa foi de 1,796 milhão de barris por dia (bpd), um aumento de apenas 33 mil bpd, comparado aos 1,763 milhão de bpd registrados no mesmo período de 2006. Os números chamaram a atenção dos investidores, já que entre 2006 e os primeiros nove meses do ano a Petrobras pôs em produção novas plataformas e unidades flutuantes com capacidade nominal acrescentada para aumentar sua produção em 440 mil bpd. O diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa, admitiu que a Petrobras tem problemas para pôr estas unidades em plena produção e aproveitar toda a sua capacidade instalada. Dessa capacidade ampliada entre abril de 2006 e janeiro de 2007 com quatro plataformas gigantes, a empresa produziu efetivamente 51 mil bpd em 2006 e 203 mil bpd em 2007, de acordo com Barbassa. A quantidade efetiva adicional de 2007 mal serviu para compensar interrupções de produção em sistemas já existentes e o desgaste natural das jazidas, cuja produção cai em torno de 10% ao ano. Inaugurada em janeiro, a plataforma Espadarte, ou FPSO-6, com capacidade para 100 mil bpd, só produziu em média 28 mil bpd nos primeiros nove meses de 2007. Já a P-34 (Jubarte), que vai completar um ano ancorada e tem capacidade de 60 mil bpd, produziu somente 40 mil bpd. A P-50 (Albacora Leste), que poderia extrair até 180 mil bpd, só gerou, em média, 148 mil bpd este ano. A P-50 custou US$ 2 bilhões. Até o final de 2007, a Petrobras pretende ampliar sua capacidade instalada em 460 mil bpd, com outras três novas plataformas. Entre novembro e dezembro começarão a ser instaladas as unidades Golfinho 2, com capacidade para 100 mil bpd, e os Módulos 2 e 1A do campo marítimo de Roncador, cada um com capacidade para produzir 180 mil bpd.

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