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sábado, 24 de novembro de 2007
Leilão de usina do rio Madeira tem cinco interessados
A Comissão Especial de Licitação da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) divulgou nesta sexta-feira a lista dos interessados em participar do leilão de energia da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira (RO). A documentação necessária para a inscrição foi apresentada por quatro consórcios e uma empresa estatal federal, a Eletronorte. A entrada da Eletronorte sozinha pegou o mercado de surpresa. Até mesmo o ministro de Minas e Energia, Nelson Hubner, havia confirmado a entrada da empresa em parceria com a Alusa (Alupar), além da participação de quatro consórcios, na disputa. Mas, a Alusa teve problemas para apresentar garantias financeiras suficientes para entrar na disputa com a Eletronorte. Outra surpresa foi a participação pequena da Camargo Corrêa (apenas 0,9%) no Consórcio de Empresas Investimentos de Santo Antonio (Ceisa). Do grupo também participam a Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco), com 49%; a CPFL Energia (responde por 25,05%); e ENDESA Brasil (25,05%). Até então, a empresa era uma das mais atuantes na questão, chegando a travar uma briga na Secretaria de Direito Econômico para derrubar contratos de exclusividade da Odebrecht. Os outros consórcios já eram esperados. O Madeira Energia reúne a Odebrecht (com participação de 17,6%), Construtora Norberto Odebrecht (1%), Andrade Gutierrez (12,4%), Cemig (10%), Furnas Centrais Elétricas (39%) e Fundo de Investimentos e Participações Amazônia Energia (FIP, formado pelos bancos Banif e Santander), com 20%. Já o consórcio CESB (Energia Sustentável do Brasil) tem o grupo franco-belga Suez, com 51% de participação, em parceria com a Eletrosul, que ficou com 49%. Por fim, o Consórcio Norte Energia tem a Alupar (37,5%), Indústrias Metalúrgicas Pescarmona (15%), Schahin Holding (27,5%), UTC Engenharia (10%) e Schahin Engenharia (10%). O leilão de Santo Antônio será feito no dia 10 de dezembro, em Brasília. A usina terá capacidade de 3.150 MW. Até 30% da energia gerada na usina poderá ser vendida no mercado livre, para grandes consumidores como mineradoras, indústrias e shoppings. O leilão da segunda usina do complexo do rio Madeira, Jirau, com capacidade de 3.300 MW, está previsto para março de 2008.
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