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quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Líder do PMDB diz que Renan Calheiros decide sobre renúncia antes do término da licença
A decisão do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) de renovar por mais 34 dias a licença da presidência do Senado não impede que o peemedebista renuncie em definitivo do cargo, ou retorne ao comando da Casa Legislativa, antes do dia 29 de dezembro, quando termina o novo pedido de afastamento solicitado pelo parlamentar. O líder do PMDB no Senado Federal, senador Valdir Raupp (RO), acredita que Renan Calheiros vai definir seu futuro político antes do término previsto para sua licença. "A licença tinha que acontecer. Não é porque tirou licença até o final do ano que a renúncia não vai se resolver antes", afirmou. Raupp não acredita que Renan vá decidir sobre a eventual renúncia do cargo depois do julgamento do processo de cassação no plenário da Casa. Na opinião do líder peemedebista, a decisão de Renan poderá influenciar os demais senadores na votação de seu processo de cassação. "Depois que o processo for votado não vai ter influência, independentemente do resultado. O que tiver que acontecer terá que ser antes de votar", afirmou. O dia 29 de dezembro não foi escolhidos por acaso por Renan Calheiros. Se for absolvido pelo plenário, Renan poderá retornar sem alarde ao comando do Senado Federal a partir do fim da licença, já que o Congresso Nacional entra em recesso parlamentar no dia 22 de dezembro. O regimento do Senado permite seu retorno ao comando da Casa mesmo com o recesso. Renan poderia, desta forma, reassumir a presidência sem a presença dos senadores na Casa, que protestariam contra a sua decisão. O peemedebista ganharia tempo para definir uma eventual renúncia, já que os trabalhos do Congresso serão retomados somente no dia 2 de fevereiro. Na prática, o PMDB já deflagrou nos bastidores a corrida para escolher o senador que ocupará o cargo de Renan. O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) já lançou oficialmente sua candidatura, enquanto nos bastidores os nomes de Edison Lobão (PMDB-MA), Gerson Camata (PMDB-ES), José Maranhão (PMDB-PB) e Pedro Simon (PMDB-RS) ganham força.
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